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	<title>NA RUA &#187; viagem</title>
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	<description>paulo fehlauer, na terceira pessoa do plural.</description>
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		<title>Para superar a crise, o ócio.</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 03:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Toda vez que chego ao Rio de Janeiro, pergunto-me o que faço em São Paulo. Os momentos que antecedem a descida no Aeroporto Santos Dumont são de um prazer difícil de narrar. Em São Paulo, prefiro a noite; no Rio, o dia. Para superar a crise, nada melhor do que o ócio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="ócio by Paulo Fehlauer, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/3891119804/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3525/3891119804_391cf7e7ed.jpg" alt="ócio" width="500" height="333" /></a><br />
<br clear="all" /></p>
<p>Toda vez que chego ao Rio de Janeiro, pergunto-me o que faço em São Paulo. Os momentos que antecedem a descida no Aeroporto Santos Dumont são de um prazer difícil de narrar. Em São Paulo, prefiro a noite; no Rio, o dia. Para superar a crise, nada melhor do que o ócio.</p>
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		<title>Em busca de um deserto &#8211; na estrada</title>
		<link>http://narua.org/2008/12/28/em-busca-de-um-deserto-na-estrada/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 22:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Direto do Moleskine: &#8220;Cheiro de onibus, cheiro de ar re-respirado, perfumes baratos misturados. A moca atrasa a parada em uma hora. Os olhares, quando ela enfim chega, sao de reprovacao. Em seu rosto, apenas o silencio envergonhado.&#8221; Santa Cruz do Rio Pardo &#8211; SP &#8211; 22/12/2008. Veja mais em http://flickr.com/photos/streetlife/sets/72157611600171414/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: left; padding: 3px;">
<a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/3145280800/" title="photo sharing"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3255/3145280800_923a0e5caa.jpg" style="border: solid 2px #000000;" alt="" /></a><br />

</div>
<p>
<br />
Direto do Moleskine:</p>
<p>&#8220;Cheiro de onibus, cheiro de ar re-respirado, perfumes baratos misturados. A moca atrasa a parada em uma hora. Os olhares, quando ela enfim chega, sao de reprovacao. Em seu rosto, apenas o silencio envergonhado.&#8221;</p>
<p>Santa Cruz do Rio Pardo &#8211; SP &#8211; 22/12/2008.
</p>
<p>Veja mais em <a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/sets/72157611600171414/">http://flickr.com/photos/streetlife/sets/72157611600171414/</a></p>
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		<title>Em busca de um deserto &#8211; a primeira partida</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Dec 2008 22:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No mapa, a viagem comecou mais cedo, na rodoviária da Barra Funda, em Sao Paulo. Ali, em meio a malas e despedidas, embarquei para algumas horas de deserto já velho conhecido. Do caos frenético da metrópole ao sossego do interior, e do seio da família. Sao Paulo &#8211; SP &#8211; 22/12/2008. Veja mais em http://flickr.com/photos/streetlife/sets/72157611600171414/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: left; padding: 3px;">
<a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/3144449963/" title="photo sharing"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3295/3144449963_7b7bd618ba.jpg" style="border: solid 2px #000000;" alt="" /></a><br />

</div>
<p>
No mapa, a viagem comecou mais cedo, na rodoviária da Barra Funda, em Sao Paulo. Ali, em meio a malas e despedidas, embarquei para algumas horas de deserto já velho conhecido. Do caos frenético da metrópole ao sossego do interior, e do seio da família. 
</p>
<p>Sao Paulo &#8211; SP &#8211; 22/12/2008.
</p>
<p>
Veja mais em http://flickr.com/photos/streetlife/sets/72157611600171414/</p>
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		<title>Em busca de um deserto que me desassossegue</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 18:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Subtítulo: do meu Moleskine para o mundo. Parto dia 26, logo após o clássico Natal em família, para uma viagem daquelas existenciais, pelo menos nas histórias que inventei pra justificá-la. O roteiro é mais ou menos esse da imagem, traçado bebadamente sobre a foto do satélite. De São Paulo aos desertos de Uyuni, na Bolívia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4><i>Subtítulo: do meu Moleskine para o mundo.</i></h4>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/3127467190/"><img alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3212/3127467190_f49e346598.jpg?v=0" title="Em busca de um deserto que me assossegue" class="alignnone" width="500" height="344" /></a></p>
<p><br clear="all" />
<p>Parto dia 26, logo após o clássico Natal em família, para uma viagem daquelas existenciais, pelo menos nas histórias que inventei pra justificá-la.</p>
<p>O roteiro é mais ou menos esse da imagem, traçado bebadamente sobre a foto do satélite. De São Paulo aos desertos de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Salar_de_Uyuni" target="_blank">Uyuni</a>, na Bolívia, e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Atacama" target="_blank">Atacama</a>, no Chile, passando pelo norte da Argentina, tudo de ônibus.</p>
<p>Já fui questionado algumas vezes dos motivos que me levam a buscar o deserto quando o tempo é de união, festa, blablablá. Deixo a resposta para as linhas tortas que escreverei nos próximos dias.</p>
<p>Pretendo (e dessa vez pretendo mesmo) transpor para cá as anotações que fizer em meu bloquinho pela estrada. Vai depender da inclusão digital na América Latina, mas já me disseram ser viável.</p>
<p>Veremos.</p>
<p>Na medida do possível, colocarei fotos <a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/sets/72157611600171414/">no Flickr</a>.</p>
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		<title>Em Dezembro, Rio Branco cheira a chuva</title>
		<link>http://narua.org/2008/12/24/em-dezembro-rio-branco-cheira-a-chuva/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 17:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não segui com as &#8216;acreanas&#8217;, não fiz o diário que havia prometido. Pois bem. Obrigo-me, portanto, a fazer um breve resumo sensorial (e desconexo) dos 7 dias que passei em plagas amazônicas. Como diz o título, em dezembro, Rio Branco, a capital do Acre, cheira a chuva. Choveu quase todos os dias da minha estada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/3126539107/in/set-72157611219027724/"><img alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3264/3126539107_81041ab50b.jpg?v=0" title="Rio Branco - AC" class="alignnone" width="500" height="334" /></a><br clear="all" />
<p>Não segui com as &#8216;acreanas&#8217;, não fiz o diário que havia prometido. Pois bem. Obrigo-me, portanto, a fazer um breve resumo sensorial (e desconexo) dos 7 dias que passei em plagas amazônicas.</p>
<p>Como diz o título, em dezembro, Rio Branco, a capital do Acre, cheira a chuva. Choveu quase todos os dias da minha estada, mesmo que por apenas alguns minutos. O cheiro de chuva se mistura ao bafo quente do Equador, e aos cheiros diversos das diversas especialidades acreanas. </p>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tacacá" target="_blank">tacacá</a>, de que já haviam me falado muito, só fui provar nos últimos dias. Já havia experimentado o sabor estranho e refrescante do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jambu" target="_blank">jambu</a> &#8211; um dos ingredientes do prato &#8211; alguns dias antes, quando conheci o refúgio do jornalista e blogueiro <a href="http://altino.blogspot.com/" target="_blank">Altino Machado</a>, voz polêmica e necessária em uma região dominada por uma imprensa pouco crítica. Na casa do Altino, o jambu fora servido com talharim. </p>
<p>Senti o leve amortecer da língua ao morder a flor do jambu. Fiquei também levemente amortecido ao tragar &#8211; eu, não fumante &#8211; um cigarro de fumo acreano, enrolado em uma espécie de &#8220;galho&#8221;. </p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/3127367398/in/set-72157611219027724/"><img alt="" src="http://farm4.static.flickr.com/3235/3127367398_468476fca0.jpg?v=0" title="Altino Machado" class="alignnone" width="500" height="334" /></a></p>
<p><br clear="all" />
<p>Conversamos, eu e Altino, sobre as possibilidades e dificuldades da blogosfera, o estado das coisas no Acre, e, claro, Chico Mendes. Estávamos na &#8220;Semana Chico Mendes&#8221;, que inclui na programação uma homenagem a personalidades relacionadas à luta ambiental. Altino <a href="http://altino.blogspot.com/2008/12/poupem-me.html" target="_blank">criticou muito a lista</a>. Eu, olhando do &#8220;centro&#8221;, recuso-me a avaliá-la. </p>
<p>Analisando superficialmente a imagem tão presente do seringueiro, tive a impressão de que o seu nome, 20 anos após a sua morte, está para o Acre quase como a de Che está para Cuba. Chico se tornou um ídolo cujos ideais foram diluídos em propaganda. Só quem se arrisca a falar mal dele hoje é <a href="http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2008/12/22/chico-mendes-foi-um-martir-e-eu-tambem/" target="_blank">Darly Alves da Silva</a>, o fazendeiro acusado do seu assassinato. </p>
<p>Fui ao Acre, como já disse em post anterior, para dar uma palestra e uma oficina, ambas sobre jornalismo multimídia, a convite do <a href="http://www.sinjac.com.br/" target="_blank">Sinjac</a>, o sindicato que representa os jornalistas do Acre. </p>
<p>É difícil comparar um mercado fervilhante (mas, bom lembrar, dominado por grandes empresas), como o de São Paulo, ao de uma cidade de 300 mil habitantes, dependente em grande parte de cargos e incentivos públicos. É inevitável que essa dependência apareça também na imprensa. As questões, possibilidades e dificuldades são outras. Por isso, quis ressaltar a importância da web e da sua &#8220;alocalidade&#8221;. Melhor exemplo disso foi o alcance que tiveram as imagens dos <a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2903379-EI6581,00.html" target="_blank">índios isolados</a> feitas pelo fotógrafo Gleílson Miranda, que tive o prazer de conhecer. </p>
<p>Gleílson não ficou rico, sequer ganhou o (controverso) prêmio Chalub Leite, mas suas imagens percorreram o mundo, e contaram uma história que o mundo precisava ver e ouvir. </p>
<p>Resumindo, porque já me estendo muito, fiquei com muita vontade de voltar ao Acre com mais tempo, para conhecer melhor o estado, principalmente o seu inteiror &#8211; Xapuri, Cruzeiro do Sul, entre outras. A fama de hospitalidade se confirmou, e é mais um motivo para voltar. Fiquei também muito interessado pela figura de Chico Mendes, seja a pessoa real ou o mito. Ah, e voltarei também em busca de mais <a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/3126539057/" target="_blank">baixaria</a>!</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/sets/72157611219027724/">Veja também o relato visual no meu Flickr</a>.</p>
<p>P.S.: Em breve, publico aqui a apresentação que usei na palestra e o material que produzimos na oficina.</p>
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		<title>Havana em um gole e uma baforada</title>
		<link>http://narua.org/2008/07/17/havana-em-um-gole-e-uma-baforada/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 04:16:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Havana cheira a um misto de lixo e água podre, que fermenta e borbulha nos bueiros entupidos que decoram as esquinas. Cheira também a fumaça de tabaco, expelida por bocas tão douradas quanto mal cuidadas, e a óleo queimado, disperso no ar em nuvens negras pelos enormes Chevrolet remanescentes da “era americana”. A fumaça faria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2676360428/" title="VIAGEM A HAVANA by Paulo Fehlauer, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3075/2676360428_a8fcd0b476.jpg" width="500" height="334" alt="VIAGEM A HAVANA" /></a></div>
<p>Havana cheira a um misto de lixo e água podre, que fermenta e borbulha nos bueiros entupidos que decoram as esquinas.</p>
<p>Cheira também a fumaça de tabaco, expelida por bocas tão douradas quanto mal cuidadas, e a óleo queimado, disperso no ar em nuvens negras pelos enormes Chevrolet remanescentes da “era americana”.</p>
<p><span id="more-397"></span></p>
<p>A fumaça faria chorar o gringo que se proclama consciente. Ecologia é para quem pode; sustentável é o carro que dura mais de cinco décadas, literalmente sustentado por peças produzidas nos fundos de quintais de casas ainda mais decrépitas.</p>
<p>Da lista de supérfluos, a higiene se esconde por detrás de bandos de moscas que varejam por sobre a carne supostamente fresca, exposta ao sol (e, ainda assim, a expectativa de vida cubana é de 65 anos, tal como a brasileira), paga pelos cubanos na <em>moneda nacional</em>, dinheiro de brinquedo que faz lembrar as longas horas que já passei jogando Banco Imobiliário, quando me sentia dono da Avenida Rebouças, assim como o povo cubano se sente dono de seu país, comprado diariamente a preços irrisórios ao olhar estrangeiro, que paga um dólar inteiro por um café que, para o nativo, custa menos de cinco centavos. Indignada, a cubana que viu a cena sugere que, da próxima vez, procuremos a polícia, que, ironicamente, está do nosso lado, e não do cidadão cubano.</p>
<p>Um senhor conversa tranquilamente conosco quando, sem aviso, um policial o chama de lado, e o adverte a não extorquir dinheiro dos turistas. Não que ele o estivesse fazendo, mas a minha palavra, contra a do policial, não significa muito nesse momento. Tudo isso para que o dinheiro estrangeiro continue fluindo, entrando nas veias dessa frágil economia, seja pelas vias oficiais ou pelas entranhas de um submundo que permite aos espertos cubanos satisfazer os pequenos desejos consumistas com que são bombardeados todos os dias, seja pelo contraste entre a vida local e a imagem do turista, seja pelo estilo Rio Zona Sul, propagandeado pelas novelas globais que, entre outros, facilitam a vida do turista brasileiro, já que a cada esquina se encontra um pequeno ronaldinho, vestido de verde e amarelo, que vislumbra um país que se parece muito com o seu, mas que não pode visitar, nem que tenha dinheiro. E ai de quem reclamar.</p>
<p>Ou seja, um povo feliz. Como o nosso.</p>
<p>Veja abaixo uma seleção de fotos da viagem, e aguarde novidades no <a href="http://garapa.org/" target="_blank">site da Garapa</a>. Veja as fotos também no <a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/sets/72157606214526171/" target="_blank">Flickr</a>.</p>
<p><object type="text/html" data="http://www.flickr.com/slideShow/index.gne?user_id=64302596@N00&#038;set_id=72157606214526171" width="500" height="500"> </object></p>
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		<title>Um Muito Belo Horizonte</title>
		<link>http://narua.org/2008/01/30/um-muito-belo-horizonte/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 16:33:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É, eu sei, mais um trocadilho com o nome da cidade. Mas a verdade é que ele, o belo horizonte, existe. Como vivo em uma cidade sem horizonte nenhum, confesso que foi um choque &#8211; de leve, mas um choque. Meu saudosismo de moleque do interior abraçou-se ao cosmopolitanismo fajuto de hoje. Em BH, há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2008/01/bh-capa1.jpg" alt="Belo Horizonte" /></div>
<p>É, eu sei, mais um trocadilho com o nome da cidade. Mas a verdade é que ele, o belo horizonte, existe. Como vivo em uma cidade sem horizonte nenhum, confesso que foi um choque &#8211; de leve, mas um choque. Meu saudosismo de moleque do interior abraçou-se ao cosmopolitanismo fajuto de hoje. Em BH, há um pouco de tudo: amplas avenidas, árvores por todos os lados, gentileza na voz das pessoas (experimente procurar um canto para beber uma cerveja no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_Central_de_Belo_Horizonte" target="_blank">Mercado Central</a>). Tudo bem, meus <a href="http://tutumineiro.blogspot.com/2008/01/anfitri-turista.html" target="_blank">anfitriões</a> fizeram o favor de apresentar, nas palavras deles, o &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Truman_Show" target="_blank">Truman Show</a>&#8221; de BH. Mas onde estaria o <span style="font-style: italic" class="Apple-style-span">Truman Show</span> de São Paulo? Jardins? Moema? Não tem coisa melhor?</p>
<p>Tenho pensado em fazer um bem para São Paulo: cair fora. Em um fim-de-semana, BH subiu na cotação. Tem o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_da_Esquina" target="_blank">Clube da Esquina</a>, é verdade, mas é bem melhor do que o barulho paulistano. O projeto é de longo prazo, ainda vou pesquisar bem antes de sair. Por enquanto, me escondo em <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2501200831.htm" target="_blank">Pinheiros</a>, mas aceito sugestões&#8230;</p>
<p>Mais fotos no <a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/sets/72157603823851503/" target="_blank">Flickr</a>:</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/sets/72157603823851503/" target="_blank"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2140/2231100132_561cffba31_m.jpg" alt="Giramundo" border="0" height="240" width="160" /></a></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold">P.S.:</span> Quando for a BH, não deixe de visitar o Museu <a href="http://www.giramundo.org/" target="_blank">Giramundo</a> (foto acima). Se a casa parecer fechada, insista na campainha.</p>
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