Comentários, maquiagem, Rio de Janeiro, crianças e garotinhos? 
November 23rd, 2004 | Publicado em Uncategorized
Sem fotos agora que o momento é de indignação.
Parece brincadeira a última medida da gloriosa polícia do Rio de Janeiro, endossada pelo religioso marido da religiosa governadora do Estado....
Sem fotos agora que o momento é de indignação.
Parece brincadeira a última medida da gloriosa polícia do Rio de Janeiro, endossada pelo religioso marido da religiosa governadora do Estado. 213 crianças foram levadas para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, após os 24 casos de arrastão contra turistas registrados por outra delegacia, a de Atendimento ao Turista. Peraí, quem é prioridade nesse país? Vamos ficar eternamente passando uma mão de tinta na fachada do país pra escondê-lo do turista? Aí a tinta seca, descasca e a gente pinta de novo. E de novo e de novo… Fácil, imediato e barato. Voltando à sanidade: quando é que se vai perceber que o problema não é policial, mas social e até de saúde pública? Apesar de que, vindo de quem veio a ação, não daria pra esperar alguma sanidade…
Mais bedelho: de Carlos Heitor Cony, na Folha Online de hoje, sobre a segurança das linhas Vermelha e Amarela, também no RJ: “Para um leigo como eu, a solução seria um muro alto e instransponível, isolando as linhas de seus entornos, quase um túnel a céu aberto. Uma obra muito cara, mas por enquanto, a única hipótese de segurança total para todos nós.” Não seria melhor cercar logo as favelas, como pretendia o projeto de um co-religionário do tal Garotinho? Aí nem precisaria gastar toda aquela tinta de agora há pouco: o Brasil seria uma Disneylândia do 3o. mundo, como a África já é, com direito a safari na Rocinha e turismo pelo baixo meretrício. Assim todos estariam incluídos no processo e felizes com sua condição. Maravilha!
A propósito: espero que 2006 chegue logo, pelo menos para o pessoal do Rio. Carlos Lessa, recém demitido do BNDES, já se diz candidato ao posto da tal Rosinha. Já comecei minha campanha! Enfim uma luz.







