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	<title>NA RUA &#187; NYC</title>
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	<description>paulo fehlauer, na terceira pessoa do plural.</description>
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		<title>Quatro Dias de Inspiração</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jul 2007 04:21:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[NYC]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[multimídia]]></category>
		<category><![CDATA[queens]]></category>

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		<description><![CDATA[O melhor kebab (foto) fora da Ásia está, com quase certeza, em Queens, Nova York. O mesmo vale para a melhor samosa fora da Índia, a melhor enchilada fora do México, a lista é longa. Últimas fotos de Nova York, pelo menos por enquanto. Na minha última semana em NY, participei do PhotoCamp, um projeto fascinante da revista National Geographic. Confira!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://narua.org/new/2007/07/26/quatro-dias-de-inspiracao/shish-kebob-2/" rel="attachment wp-att-241" title="Shish Kebob"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/07/nrqueens-23-capa3.jpg" alt="Shish Kebob" /></a></p>
<p><em>*** Note to my friends from PhotoCamp: these photos are dedicated to all of you. The image on the left links to a special &#8220;behind the scenes&#8221; slideshow, whereas the one on the right links to my &#8220;personal approach&#8221; to the neighborhood.<br />
Check it out!!!</em></p>
<p>O melhor <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kebab" target="_blank" title="Kebab"><em>kebab</em></a> (foto) fora da Ásia está, com quase certeza, em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Queens" target="_blank" title="Queens">Queens</a>, Nova York. O mesmo vale para a melhor <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Samosa" target="_blank" title="Samosa"><em>samosa</em></a> fora da Índia, a melhor <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Enchilada" target="_blank" title="Enchilada"><em>enchilada</em></a> fora do México, a lista é longa. Últimas fotos de Nova York, pelo menos por enquanto. Ironicamente, são fotos de uma região que eu havia visitado pouco.</p>
<p>Queens é a região mais etnicamente diversa dos Estados Unidos, talvez do mundo. Nos meus últimos dias na cidade, para fechar com chave de ouro a temporada americana, participei de um projeto fascinante da revista <a href="http://nationalgeographic.com/" target="_blank" title="National Geographic">National Geographic</a>, o <a href="http://nationalgeographic.com/photocamp/" target="_blank" title="PhotoCamp">PhotoCamp</a>. Basicamente, ensinávamos a adolescentes um pouco de técnica fotográfica, e em seguida saíamos pelas ruas &#8220;capturando momentos&#8221;.</p>
<p>O projeto viaja a diversas cidades dos Estados Unidos todos os anos, dando a jovens de comunidades relativamente carentes a oportunidade de registrarem o lugar onde vivem. Mais do que isso, eles aprendem a observar atentamente o mundo à sua volta, de uma forma que nunca haviam imaginado.</p>
<p>A edição Queens do PhotoCamp teve a participação do fotógrafo <a href="http://edkashi.com/" target="_blank" title="Ed Kashi">Ed Kashi</a>, das editoras da National Geographic Karine Aigner e Laura Lakeway, de uma equipe de professores e assistentes (na qual me incluo), além de 19 alunos da <a href="http://insideschools.org/fs/school_profile.php?id=1098" target="_blank" title="Newcomers HS">Newcomers High-School</a>, uma escola pública criada especialmente para atender jovens que moram no país há menos de um ano.</p>
<p>Melhor do que apenas ler algumas palavras é ver um pouco de como foi essa experiência. Seguem dois slideshows que contam um pouco dessa história. À esquerda, bastidores; à direita, o meu olhar sobre a região.</p>
<p><a href="http://narua.org/new/slides/photocamp/index.html" onclick="window.open('http://narua.org/new/slides/photocamp/index.html','pcamp1','width=640,height=540,left='+(screen.availWidth/2-320)+',top='+(screen.availHeight/2-270)+'');return false;"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/07/photocamp-0401.jpg" alt="PhotoCamp" /></a>      <a href="http://narua.org/new/slides/queens.swf" onclick="window.open('http://narua.org/new/slides/queens.swf','queens1','width=800,height=600,left='+(screen.availWidth/2-400)+',top='+(screen.availHeight/2-300)+'');return false;"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/07/nrqueens-21-sq1.jpg" alt="Queens, NY." /></a><br class="webkit-block-placeholder" /></p>
<p>P.S.: O PhotoCamp começou recentemente a expandir sua atuação para o mundo. México e Uganda já tiveram os seus. A próxima edição internacional tem grandes chances de ser realizada aqui no Brasil. As conversas já estão avançando, e só depende do interesse de alguma organização em sediar o evento. Nem preciso falar que já aguardo <a href="mailto:narua@narua.org" target="_blank" title="Contato">contato</a>.</p>
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		<title>Saudades de NY</title>
		<link>http://narua.org/2007/07/16/saudades-de-ny/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Jul 2007 07:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[NYC]]></category>
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		<description><![CDATA[Não faz nem uma semana que cheguei e já fui ao Starbucks. Tive que voltar o olhar duas vezes até me dar conta de que já estava no Brasil. O equivalente a 'saudade' em inglês é dizer "miss", algo como "sinto a falta de". Para eles, saudade é uma mera falta, seja de uma pessoa querida ou da chave do carro; para nós, é um substantivo. Mas eles não deixam de estar corretos, e nos poucos dias que já passei aqui já percebi que a saudade que vou sentir de Nova York é a falta que vou sentir das pequenas diferenças.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://narua.org/new/2007/07/16/saudades-de-ny/saudades/" title="Saudades" rel="attachment wp-att-230"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/07/nrsaudades-capa.jpg" alt="Saudades" /></a></p>
<p>Não faz nem uma semana que cheguei e já fui ao <a href="http://www.starbucks.com" target="_blank">Starbucks</a>. Tive que voltar o olhar duas vezes até me dar conta de que já estava no Brasil. O equivalente a &#8220;saudade&#8221; em inglês é dizer &#8220;<em>miss</em>&#8220;, algo como &#8220;sinto a falta de&#8221;. Para eles, saudade é uma mera falta, seja de uma pessoa querida ou da chave do carro; para nós, é um substantivo. Mas eles não deixam de estar corretos, e nos poucos dias que já passei aqui já percebi que a saudade que vou sentir de Nova York é a falta que vou sentir das pequenas diferenças.</p>
<p>Esse texto ainda vai crescer, mas estava ansioso para colocar no ar uma seleção de memórias fotográficas. O slideshow abaixo não é necessariamente um <em>best of</em>, mas uma coleção de momentos e imagens que, na minha cabeça, contam um pouco dos quase dois anos que passei por lá. Confira! Clique na foto abaixo para ver a apresentação.</p>
<p><a href="http://narua.org/new/slides/saudades.swf" onclick="window.open('http://narua.org/new/slides/saudades.swf','saudade','width=800,height=600,left='+(screen.availWidth/2-400)+',top='+(screen.availHeight/2-300)+'');return false;"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/07/nrsaudades-37-small2.jpg" alt="Merry Xmas!" /></a></p>
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		<title>Farofa à Tio Sam (um dia em Coney Island)</title>
		<link>http://narua.org/2007/06/27/farofa-a-tio-sam-um-dia-em-coney-island/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Jun 2007 06:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[americana]]></category>
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		<description><![CDATA[Sobre a toalha estendida na areia por uma família porto-riquenha, espalham-se a cerveja holandesa, a comida típica, o rádio provavelmente chinês e as bandeiras dos Estados Unidos e Porto Rico. Alguns metros adiante, um grupo de americanos discute os movimentos recém aprendidos da capoeira. Digo que sou do Brasil mas que meu 'lance' é outro...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://narua.org/new/2007/06/27/farofa-a-tio-sam-um-dia-em-coney-island/wonder-wheel/" rel="attachment wp-att-218" title="Wonder Wheel"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/nr_coney-capa.jpg" alt="Wonder Wheel" /></a></p>
<p>Sobre a toalha estendida na areia por uma família porto-riquenha, espalham-se a cerveja holandesa, a comida típica, o rádio provavelmente chinês e as bandeiras dos Estados Unidos e Porto Rico. Alguns metros adiante, um grupo de americanos discute os movimentos recém aprendidos da capoeira. Digo que sou do Brasil mas que meu &#8216;lance&#8217; é outro.</p>
<p>Uma semana depois, no mesmo local, calor infernal, sereias na passarela. É a famosa (pelo menos aqui) <a href="http://www.coneyisland.com/mermaid.shtml" title="Mermaid Parade" target="_blank">Mermaid Parade</a> (ou Desfile das Sereias). Todo ano, no final de junho, a parada atrai milhares de pessoas. Dizem que é uma homenagem ao antigo carnaval da região, mas ninguém sabe explicar o porquê das sereias e da maquiagem. É uma daquelas coisas que simplesmente acontecem, ano após ano.</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Coney_Island" title="Coney Island" target="_blank">Coney Island</a> é provavelmente a praia mais <a href="http://www.magnumphotos.com" title="Agência Magnum" target="_blank">fotografada</a> (experimente buscar &#8220;Coney Island&#8221; no site da Magnum) dos Estados Unidos, não exatamente pela sua beleza natural, mas pelo seu caráter, digamos, único.  Parques de diversões quase-abandonados, como o <a href="http://www.astroland.com/" target="_blank">Astroland</a>, shows &#8216;exóticos&#8217; como aqueles de 50, 100 anos atrás (pense Mulher-Barbada e similares), uma famosa <a href="http://www.wonderwheel.com/" target="_blank">roda-gigante</a>, e a primeira <a href="http://www.nathansfamous.com/" title="Nathan's Famous" target="_blank">loja de hot-dogs</a> do país &#8211; só não entendo o que faz mais de mil pessoas esperarem na fila por um cachorro-quente, mas nessas horas tenho que lembrar que sou turista, o que também não faz muita diferença, pensando bem.</p>
<p><a href="http://www.coneyisland.com/" title="Coney Island" target="_blank">Coney Island</a> também é o paraíso da farofa. Enquanto a burguesia <a href="http://nymag.com/urban/guides/summerfun/gettohamptons.htm" title="11 maneiras de se chegar ao Hamptons" target="_blank">foge</a> de helicóptero para o <a href="http://www.hamptons.com/" title="The Hamptons" target="_blank">Hamptons</a>, a populaça mete guarda-sol, cestinha e toalha debaixo do braço e lota o metrô. Das 6 da manhã do sábado às 10 da noite do domingo são 40 horas de rush.</p>
<p>Mas Coney Island está <a href="http://nymag.com/nymetro/realestate/features/14498/" title="A ameaça." target="_blank">ameaçada</a>. O berço do hot-dog, paraíso dos farofeiros, dos porto-riquenhos, dominicanos, mexicanos, o lar das sereias, o lugar mais americano já tomado pelos imigrantes, pode ser demolido em alguns meses. Os leões famintos do mercado imobiliário da cidade estão de olho há tempos, e já compraram boa parte dos terrenos da região. Muitos dos comerciantes já receberam suas ordens de despejo, e a briga promete.</p>
<p>Não que a plebe tenha muita chance. O que é uma lágrima saudosista diante dos bilhões de dólares que serão investidos? É difícil tomar uma posição. Querem construir um imenso complexo residencial e de entretenimento, com parques de diversões de última geração e cassinos, uma mistura de Disney World e Las Vegas. Uns cantam odes ao progresso, outros choram o fim da magia do lugar. Disney é legal, mas custa dinheiro. Quanto maior o espaço privado, menos espaço o público tem.</p>
<p>Os burgueses que tomem cuidado. Afinal, a viagem dali pro Hamptons não leva tanto tempo assim. Quando uma sereia barbada ouvindo <em>reggaeton</em> invadir a sua praia, não digam que não avisei. (E viva o clichê e a liberdade de expressão!)</p>
<p>Clique na foto abaixo para ver um <em>slideshow</em> com fotos de minhas duas visitas recentes a Coney Island.</p>
<p><a href="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/coney1.swf" onclick="window.open('http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/coney1.swf','coney1','width=800,height=600,left='+(screen.availWidth/2-400)+'');return false;"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/nr_coney-13-150x150.jpg" alt="Coney Island Amusement Park" /></a></p>
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		<title>Ponte Aérea Capão Redondo &#8211; Chelsea</title>
		<link>http://narua.org/2007/04/06/ponte-aerea-capao-redondo-chelsea/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2007 06:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[(Ou o dia em que os ‘maluco’ curtiram uma na ‘gringa’&#8230;) “Como é que você convence o Consulado Americano que toda essa galera, alguns com ficha na polícia, é artista?”. Começa aí a aventura. A frase é de Eduardo Saretta, sócio da Galeria Choque Cultural, de São Paulo; a &#8220;galera&#8221;, 8 artistas representados pela galeria. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/nr_choque-5.jpg" alt="Jonathan LeVine e Eduardo Saretta" /></p>
<h1>(Ou o dia em que os ‘maluco’ curtiram uma na ‘gringa’&#8230;)</h1>
<p>“Como é que você convence o Consulado Americano que toda essa galera, alguns com ficha na polícia, é artista?”. Começa aí a aventura. A frase é de Eduardo Saretta, sócio da <a href="http://www.choquecultural.com.br/" target="_blank" title="Choque Cultural">Galeria Choque Cultural</a>, de São Paulo; a &#8220;galera&#8221;, 8 artistas representados pela galeria. Eles vieram expor sua “arte de rua” em Nova York no mês passado, e a batalha pelo visto americano é apenas uma das histórias que eles têm para contar.</p>
<p>Em fevereiro passado, a <a href="http://jonathanlevinegallery.com/index.cfm" target="_blank" title="Jonathan LeVine">Jonathan LeVine Gallery</a>  abriu a exposição “<a href="http://jonathanlevinegallery.com/?method=Exhibit.ExhibitDescriptionPast&amp;ExhibitID=4E2EF6E2-115B-5562-AA710CEC87AB1621" target="_blank" title="Ruas de São Paulo">Ruas de São Paulo: A Survey of Brazilian Street Art</a>”, em conjunto com a Choque Cultural, que representa boa parte dos representantes dessa arte fácil de visualizar, mas difícil de descrever. No caso, “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/Street%20Art" title="wikipedia: Street Art" target="wikipedia">Street Art</a>”, ou Arte de Rua, inclui <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/graffiti" title="wikipedia: graffiti" target="wikipedia">graffiti</a></em>, <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/stencil" title="wikipedia: stencil" target="wikipedia">stencil</a></em>, <em>stickers</em>, <em>tagging </em>etc., e os ‘oito da Choque’, para não deixá-los sem o devido crédito, são Fefe, Titi Freak, Kboco, Highraff, Speto, Onesto, Zezão e Boleta.</p>
<p>“Tudo começou quando eu descobri o livro ‘Graffiti Brasil’, do Tristan Manco. Foi abrir o livro e decidir ir para São Paulo”, conta Jonathan LeVine, dono da galeria americana, que confessa que seus conhecimentos de Brasil até então não iam muito além de “samba, Pelé e garotas de Ipanema”. Pra não se dizer completamente ignorante, Jonathan lembra que já conhecia e admirava o trabalho da dupla Os Gêmeos, que já tinham certa projeção internacional na época.</p>
<p>“Fiquei extasiado quando vi o trabalho desses artistas, era totalmente diferente do que eu já tinha visto nos Estados Unidos e na Europa. Fiquei intrigado por essa mistura de cores fortes e imagens meio infantis, de cartoon, mas que ainda assim contêm uma forte crítica social”, conta.</p>
<p>Algumas semanas depois, em São Paulo, Jonathan encontrou o fotógrafo Ignácio Aronovich, criador do site Lost.Art e autor de boa parte das fotos do livro “Graffiti Brasil”, e começou a sua peregrinação pelas ruas paulistanas, acompanhado pela equipe da Choque Cultural. “Nós passávamos o dia andando pela cidade, e eu pude ver de perto esses trabalhos. Voltei para NY meio atordoado, e decidido a trazer esse trabalho para cá”.</p>
<h2>Com a mão na massa</h2>
<p>Da inspiração à realização, um ano se passou. A idéia era trazer todos os artistas para Nova York, para que eles literalmente pintassem e bordassem na galeria. “Nosso problema era conseguir dinheiro pra trazer todos”, lembra Eduardo. A solução partiu de artistas representados por Jonathan, que doaram algumas de suas obras para que fossem leiloadas. Com o dinheiro arrecadado e visto na mão, era só embarcar.</p>
<p>Os oito artistas, mais os donos da Choque Cultural, passaram cerca de duas semanas em Nova York, preparando a exposição, conferindo o trabalho local e, claro, gastando tinta. “A gente queria trazer para cá essa coisa brasileira de chegar e fazer, sujar a parede, se virar”, conta Eduardo. “Queríamos criar aqui um ambiente parecido com o da sede da Choque, algo bem diferente daquela coisa ‘quadro na parede’, tradicional”, completa Jonathan.</p>
<p>Os ‘oito’ ainda tiveram a chance de conhecer o ‘outro lado’ da cidade, lado que deu origem a tudo isso. Numa tarde congelante de inverno, o grupo foi visitar uma escola pública do Bronx, bairro mais pobre de Nova York e que também é o berço do hip hop. “Foi como estar em São Paulo, os mesmos problemas, as mesmas necessidades”, lembra Eduardo. Além de pintar os muros da escola, eles deram uma aula de street art para um grupo de alunos da escola.</p>
<p>Nova York, no entanto, não é mais a mesma de 20 anos atrás, quando o movimento hip hop e o graffiti explodiram, e os artistas brazucas sentiram na pele a pressão. “A gente estava pintando um mural na rua, a pedido do dono de um bar, e a polícia veio perguntar o que significava aquilo”, lembra Eduardo. “No dia da abertura da exposição, os vizinhos aqui da galeria chamaram a polícia e os bombeiros por causa do cheiro de spray, ameaçaram desligar os elevadores, foi uma confusão”, completa Jonathan.</p>
<h2>História pra contar</h2>
<blockquote><p>&#8220;Pode ter certeza que,</p>
<p>daqui a cinco, dez anos,</p>
<p>ainda sentiremos o resultado</p>
<p>desse encontro.”</p>
<p>Jonathan LeVine</p></blockquote>
<p>No final, os contratempos viram histórias e dão um certo tempero à aventura. Dos dois lados, o americano e o brasileiro, a avaliação é a mesma: sucesso total. A galeria lotou na noite de abertura, a recepção da crítica foi ótima, e quase todas as obras foram vendidas no decorrer da exposição, que se encerrou na metade de março. “Nós nunca achamos que viríamos direto para Nova York; agora podemos sair daqui com esse carimbo, esse atestado de qualidade”, comemora Eduardo.</p>
<p>Qualidade atestada, mais passagens na mão. Titi Freak saiu de Nova York para Osaka, no Japão; Onesto, direto para a Califórnia, e Kboco, para a Bienal de Valencia, Espanha. “Isso é só o começo de algo muito maior. Nós ainda não temos muito como saber o que essa exposição vai causar, mas você pode ter certeza que, daqui a cinco, dez anos, ainda sentiremos o resultado desse encontro”, conclui Jonathan.</p>
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		<title>Steve McCurry</title>
		<link>http://narua.org/2007/02/04/steve-mccurry/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Feb 2007 04:52:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[NYC]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[McCurry]]></category>
		<category><![CDATA[retrato]]></category>

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		<description><![CDATA[Tive a chance de fotografar o fotógrafo (perdão pelo trocadilho) Steve McCurry, conhecido mundialmente pelo trabalho na Agência Magnum e na revista National Geographic. Ele é o autor da famosa foto de uma refugiada afegã de 12 anos que estampou a capa da revista em 1983. Claro que bateu aquele nervosismo, porque passa pela cabeça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://narua.org/new/2007/02/04/steve-mccurry/mccurry-i/" rel="attachment wp-att-219" title="McCurry I"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/mccurry004.jpg" alt="McCurry I" /></a></p>
<p>Tive a chance de fotografar o fotógrafo (perdão pelo trocadilho) <a href="http://www.stevemccurry.com/" target="_blank">Steve McCurry</a>, conhecido mundialmente pelo trabalho na <a href="http://www.magnumphotos.com/Archive/C.aspx?VP=XSpecific_MAG.PhotographerDetail_VPage&amp;l1=0&amp;pid=2K7O3R13O2CM&amp;nm=Steve%20McCurry" target="_blank">Agência Magnum</a>  e na revista <a href="http://www.nationalgeographic.com/ngm/100best/multi1_interview.html" target="_blank">National Geographic</a>. Ele é o autor da famosa foto de uma refugiada afegã de 12 anos que estampou a capa da revista em 1983.</p>
<p align="justify"> Claro que bateu aquele nervosismo, porque passa pela cabeça o básico &#8220;como eu vou fotografar o cara que sabe 500 mil vezes mais do que eu?&#8221;. Mas no fim a experiência foi ótima, ele foi super simpático, e eu confirmei mais uma vez a minha tese de que as pessoas que estão à sua volta (estagiários, assistentes, secretárias) têm o nariz muito mais empinado do que o próprio artista (a outra foi com a fotógrafa <a href="http://www.narua.org/site/annie-leibovitz" target="_blank">Annie Leibovitz</a>). E claro que caí na armadilha do cara, que insistia em me dirigir, sugeria algumas fotos, locais etc. Já ouvi alguns fotógrafos reclamarem disso, mas prefiro considerar como uma aula particular.</p>
<p align="justify"> Confiram e digam o que acham!</p>
<p><strong>MAIS:</strong></p>
<ul>
<li>[[Steve McCurry]] na Wikipedia.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		<title>Palhaçada Mensal</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jan 2007 23:26:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[NYC]]></category>
		<category><![CDATA[clown]]></category>
		<category><![CDATA[palhaço]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
		<category><![CDATA[underground]]></category>

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		<description><![CDATA[Do subterrâneo de uma cidade ofuscada pelo brilho dos flashes e da publicidade, surgem Eles, essa espécie um pouco estranha, de olhar ingênuo, nariz vermelho e passos um pouco atrapalhados. Eles, os palhaços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/clown_006.jpg" alt="Clowns I" /></p>
<blockquote><p>&#8220;Faço versos pro palhaço<br />
Que na vida já foi tudo<br />
Foi soldado, seresteiro<br />
Carpinteiro, vagabundo<br />
Sem juiz e sem juizo<br />
Fez feliz a todo mundo<br />
Mas no fundo não sabia<br />
Que em seu rosto coloria<br />
Todo o encanto do sorriso<br />
Que seu povo não sorria.&#8221;<br />
(O Circo , Sidney Miller)</p></blockquote>
<p>Do subterrâneo de uma cidade ofuscada pelo brilho dos flashes e da publicidade, surgem eles, essa espécie um pouco estranha, de olhar ingênuo, nariz vermelho e passos um pouco atrapalhados. Eles, os palhaços. Não sei quem os colocou ali, debaixo da terra, debaixo do mundo, mas ali mesmo eles fazem a festa, e transportam a pequena audiência para um outro mundo, mais alegre, menos complicado.</p>
<p>Fui assistir ao New York Downtown Clown Monthly Revue, um encontro mensal de palhaços organizado pelo ator e palhaço Christopher Lueck. Confira o <a href="http://narua.org/new/slides/clown.swf" onclick="window.open('http://narua.org/new/slides/clown.swf','clown1','width=800,height=600,left='+(screen.availWidth/2-400)+',top='+(screen.availHeight/2-300)+'');return false;">slideshow</a>.</p>
<p><strong>Mais:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.jugglenyc.com/" target="_blank">Juggle NYC</a>;</li>
</ul>
<ul>
<li><a href="http://www.clownswithoutborders.org/" target="_blank">Palhaços Sem Fronteiras</a> ;</li>
</ul>
<ul>
<li> <a href="http://slavasnowshow.com/" target="_blank">Slava Snowshow</a>.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
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		<title>Brooklyn Celebra Dr King</title>
		<link>http://narua.org/2007/01/20/brooklyn-celebra-dr-king/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Jan 2007 03:36:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[NYC]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[raça]]></category>
		<category><![CDATA[Sempre de Olho]]></category>

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		<description><![CDATA[Comentário de um taxista negro (dado que fará sentido em breve) sobre a coincidência do meu aniversário com o de Martin Luther King, Jr.: &#8220;Você deve ser um homem decente, então&#8221;. O dia era 14 de janeiro, véspera da data em questão, ambos ouvíamos atentamente os comentários no rádio sobre as comemorações do dia seguinte, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/drking_004.jpg" alt="Dr. King" /></p>
<p align="justify">Comentário de um taxista negro (dado que fará sentido em breve) sobre a coincidência do meu aniversário com o de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/Martin%20Luther%20King,%20Jr." title="wikipedia: Martin Luther King, Jr." target="wikipedia">Martin Luther King, Jr.</a>: &#8220;Você deve ser um homem decente, então&#8221;. O dia era 14 de janeiro, véspera da data em questão, ambos ouvíamos atentamente os comentários no rádio sobre as comemorações do dia seguinte, feriado nacional dedicado ao Dr. King e à luta pelos direitos civis. O carro me levava para casa, num bairro tradicionalmente &#8220;afro-americano&#8221;, como manda o inglês politicamente correto.</p>
<p>Não acredito em horóscopo, nem quero soar pretensioso, mas agradeci o comentário. Dentro de mim, pensava no peso daquelas palavras, na importância daquele homem que, obviamente não pela coincidência, escolhi como um guia (não gosto da palavra ídolo). Mas foi apenas depois de vir para os Estados Unidos que descobri o real significado dessa data, desse homem e da época em que ele viveu.<br />
<strong><br />
</strong></p>
<p align="justify">
<h2><strong> Um certo ônibus</strong></h2>
<p>Quando entro em um ônibus hoje, principalmente se estou perto de onde moro, minha memória volta a 1955, quando <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/Rosa%20Parks" title="wikipedia: Rosa Parks" target="wikipedia">Rosa Parks</a>, uma costureira negra de 42 anos, se recusou a dar o lugar a um passageiro branco e por esse motivo foi presa. O evento foi o estopim de um movimento que já se esboçava há alguns anos, e que confiava na liderança de um jovem pastor de nome King (Rei).</p>
<p>Olhando para o ônibus hoje é difícil imaginar que, naquela época, o negro não podia sequer sentar nos mesmos bancos, ou mesmo ir à mesma biblioteca onde iam os brancos. E que isso aconteceu não há 200 anos, quando ainda havia escravidão, mas agora há pouco, 50 anos atrás.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"> Em tempos de guerra, fica também difícil imaginar como um movimento que pregava e aplicava a teoria da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/n%C3%A3o-viol%C3%AAncia" title="wikipedia: não-violência" target="wikipedia">não-violência</a> conseguiu tamanhos resultados. Mas pessoalmente acredito que é exatamente nesse ponto que está o poder daquele grupo. Ao se afirmarem não-violentos, eles mantinham a integridade e a dignidade da causa, e deixavam sem argumentos os que tentassem acusá-los.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify">
<h2><strong> e sombra</strong></h2>
<p align="justify"> Depois de muita luta e muito sangue, os Estados Unidos vivem hoje sob a luz daqueles dias, apesar das dificuldades que ainda persistem. Se a revolução de King e da sua organização, a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/NAACP" title="wikipedia: NAACP" target="wikipedia">NAACP</a>, não foi ainda capaz de criar a almejada igualdade, ela criou um sentimento de identidade muito forte. Hoje há <a href="http://www.bet.com/" target="_blank" title="Black Entertainment Television">canais de TV</a>, <a href="http://www.ebonyjet.com/" target="_blank" title="Ebony Magazine">revistas</a>, <a href="http://www.rocawear.com/" target="_blank" title="RocaWear">grifes de roupas</a>, <a href="http://www.rocafella.com/" target="_blank" title="Roc-A-Fella">música</a>, <a href="http://www.black-cinema.org/" target="_blank" title="Black Cinema">cinema</a>  e <a href="http://www.nationalblacktheatre.org/" target="_blank" title="National Black Theatre">teatro</a>, todos feitos por negros e direcionados para o público negro, ou &#8220;afro-americano&#8221;, como queira. Literalmente, o preto fez o branco dançar. Nada movimenta mais dinheiro hoje na indústria do entretenimento do que o rap.</p>
<p>Mas é claro que há o &#8220;apesar&#8221;. Tenho a impressão de que o racismo americano hoje se parece um pouco mais com o brasileiro, mais sutil e talvez até mais cruel. Considero o Brasil um país muito racista, que se esconde atrás do mito da miscigenação, da brasilidade, da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/antropofagia" title="wikipedia: antropofagia" target="wikipedia">antropofagia</a>. O racismo brasileiro, e o americano de hoje, se manifestam nas entrelinhas das páginas policiais, da distribuição geográfica e nos indicadores sociais, que colocam o negro na periferia geográfica e econômica. Nada disso é novidade: o preto é mais pobre, tem as piores escolas, o pior sistema de saúde e os índices de violência no &#8220;<em>ghetto</em>&#8221; são comparativamente altos. E muito branco, no conforto do carro blindado, diz que não tem nada a ver com isso. Mas as comparações com o Brasil acabam aqui. Ainda é muito melhor ser pobre nos EUA do que no Brasil, não há dúvida.</p>
<p>Mesmo que muita coisa tenha mudado, nada disso quer dizer que o racismo à moda antiga tenha sumido &#8211; o país da liberdade de expressão permite por exemplo que a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/Ku-Klux-Klan" title="wikipedia: Ku-Klux-Klan" target="wikipedia">Ku-Klux-Klan</a> continue na ativa, inclusive com ações não muito cristãs. E muito do sentimento de revolta do negro é hoje canalizado pelo <em>rap</em>, que em geral não tem letras muito agradáveis.</p>
<p>Muitos falam que o movimento não tem a mesma força de antes, e que o próprio negro acaba desonrando a herança de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/Martin%20Luther%20King" title="wikipedia: Martin Luther King" target="wikipedia">Martin Luther King</a>. Os tempos são outros, com certeza, e não dá pra esperar que as ações sejam as mesmas. O racismo mudou de cara, e a reação a ele também. O que dificilmente mudará é o peso da influência desse pastor que um dia disse que tinha um sonho, e que dedicou a vida a esse sonho, e morreu por ele, um sonho que não é de preto, branco, azul ou vermelho, mas de todas as cores.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"> Mais:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.historychannel.com/speeches/ra/970828.ram" target="_blank">Discurso &#8220;I Have A Dream&#8221;, de Martin Luther King Jr.</a> ;</li>
<li><a href="http://naacp.org/" target="_blank">NAACP</a> ;</li>
<li><a href="http://bam.org/events/07MLKD/07MLKD.aspx" target="_blank">21st Annual Brooklyn Tribute to MLK</a> .</li>
</ul>
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		<title>Feliz 2007!</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Dec 2006 07:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[NYC]]></category>
		<category><![CDATA[diário]]></category>
		<category><![CDATA[pomba]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem muito mais a dizer, mas também sem a usual hipocrisia das listas de Ano-Novo. Deixo que a foto sirva de mensagem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/120.jpg" alt="New Year" /></p>
<p>Sem muito mais a dizer, mas também sem a usual hipocrisia das listas de Ano-Novo. Deixo que a foto sirva de mensagem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Deus, o Diabo e 2007</title>
		<link>http://narua.org/2006/12/29/saddam-deus-o-diabo-e-2007/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Dec 2006 10:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[NYC]]></category>
		<category><![CDATA[americana]]></category>
		<category><![CDATA[bush]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[saddam]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei a carta acima numa rua qualquer da cidade. Não é o Às de Espadas (o próprio Saddam), o que faz sentido, já que esse já enforcado, mas o 5 de Paus, ou melhor, Barzan Ibrahim al-Tikriti. Meio-irmão do ex-ditador, ele foi chefe do serviço secreto iraquiano. Quanto ao jogo de cartas, essa foi uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/06/saddams.jpg" alt="Saddam" /></p>
<p align="justify"> Achei a carta acima numa rua qualquer da cidade. Não é o Às de Espadas (o próprio Saddam), o que faz sentido, já que esse já enforcado, mas o 5 de Paus, ou melhor, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/BarzanIbrahim%20al-Tikriti" title="wikipedia: Barzan Ibrahim al-Tikriti" target="wikipedia">Barzan Ibrahim al-Tikriti</a>. Meio-irmão do ex-ditador, ele foi chefe do serviço secreto iraquiano. Quanto ao jogo de cartas, essa foi uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Most-wanted_Iraqi_playing_cards" target="_blank" title="@ Wikipedia">estratégia</a> usada pelo exército americano para que os soldados memorizassem as faces dos mais procurados. Não sei nem como medir tamanho sarcasmo&#8230;</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<h2>Sobre a execução</h2>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"> Resolvi adiar o &#8220;Feliz 2007&#8243; não por duvidar da sua possibilidade, mas porque o passo a ser dado ficou maior. Pra coroar 2006, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/Saddam%20%20Hussein" title="wikipedia: Saddam  Hussein" target="wikipedia">Saddam  Hussein</a> foi enforcado. Fiquei sabendo da notícia num saguão de aeroporto, enquanto esperava o vôo quase 2 horas atrasado (é, aqui também). Ansioso por mais informações, ao entrar no avião fui direto para os canais de notícias ver qual seria a reação.</p>
<p>E não deu outra. A apresentadora da MSNBC usava todas as letras para reforçar que o julgamento tinha sido justo, opinião compartilhada pelos comentaristas. Eu nem esperava algo diferente quando mudei para a FOX News. A empresa do Sr. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Search/Rupert%20Murdoch" title="wikipedia: Rupert Murdoch" target="wikipedia">Rupert Murdoch</a> não tem a mais independente das reputações, apesar de insistir em dizer o contrário. Não pude checar a CNN na hora, mas pelo que vi depois, também não foi muito diferente.</p>
<p>A conclusão foi tomada, aceita e não questionada, exceto por alguns gatos-pingados <a href="http://www.thenation.com/doc/20070108/consequences_of_killing_saddam" target="_blank" title="The Nation magazine">esquerdistas</a> . O presidente Bush, que estava dormindo em seu rancho no Texas na hora da execução, disse que Saddam ganhou a justiça que os iraquianos não tiveram sob o seu regime. E agora, no país da informação, não se fala em outra coisa.</p>
<p>Não vou questionar aqui a justiça ou não da sentença, eu que sou contra a pena de morte por princípio, mas alguém tinha alguma dúvida de que o resultado seria esse? Logo após a notícia da execução, continuei minha viagem acompanhando uma daquelas biografias que ficam na gaveta esperando o personagem virar presunto. Pronto, matamos o namorado do Diabo (segundo o desenho South Park) e o mundo é um lugar mais seguro a partir de hoje.</p>
<p>A guerra no Iraque já matou mais norte-americanos do que o atentado de 11 de Setembro. Logo após a execução de Saddam, um atentado em Bagdá matou mais de 70 iraquianos. O Nobel de Economia <a href="http://www.rollingstone.com/politics/story/12855294/national_affairs_the_2_trillion_dollar_war" target="_blank" title="Rolling Stone Magazine">Joseph Stiglitz</a> estimou o custo da guerra, para os EUA, em 2 trilhões de dólares. Imaginem usar todo esse dinheiro para reduzir a desigualdade da África, por exemplo?</p>
<p>O que me faz pensar que temos um passo maior ainda a ser dado para tentarmos um feliz 2007 não é se Saddam mereceu ou não ser executado. O que me entristece é a constatação de que não adianta desejar, gritar, espernear. Estamos todos, 6 bilhões de pessoas, à mercê de alguns poucos, que brincam com o mundo como se fosse um jogo de tabuleiro, e pior, que brincam de Deus em nome de Deus. Mas bola pra frente que só reclamar também não ajuda. Agora sim, deixa a pomba voar&#8230; feliz 2007!</p>
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		<title>In The Hood</title>
		<link>http://narua.org/2006/12/04/in-the-hood-i-ou-fragmento-de-uma-pagina-de-diario/</link>
		<comments>http://narua.org/2006/12/04/in-the-hood-i-ou-fragmento-de-uma-pagina-de-diario/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Dec 2006 12:27:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[NYC]]></category>
		<category><![CDATA[bed-stuy]]></category>
		<category><![CDATA[flanerie]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[raça]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabei de mudar de casa. Do bairro ï¿½coolï¿½ que morava, Park Slope, ao quase-ï¿½ghettoï¿½ que me abrigarï¿½, Bedford-Stuyvesant (Bed-Stuy para os ï¿½ntimos), a van faï¿½a-vocï¿½-mesmo alugada leva 15 minutos. Nos fundos do carro, o resumo de uma aventura que comeï¿½ou com apenas uma mochila. Acompanhe essa viagem e um resumo dos meus passeios pela nova [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="images/stories/thumbs/thumb_bedstuy.jpg" style="width: 102px; height: 102px; float: left" class="homethumb" alt="thumb_bedstuy.jpg" title="thumb_bedstuy.jpg" border="0" height="102" hspace="5" vspace="5" width="102" />Acabei de mudar de casa. Do bairro ï¿½<em>cool</em>ï¿½ que morava, <em>Park Slope</em>, ao<br />
quase-ï¿½<em>ghetto</em>ï¿½ que me abrigarï¿½, <em>Bedford-Stuyvesant</em> (<em>Bed-Stuy</em> para os<br />
ï¿½ntimos), a van faï¿½a-vocï¿½-mesmo alugada leva 15 minutos. Nos fundos do carro, o resumo de uma aventura que comeï¿½ou com apenas uma mochila. Acompanhe essa viagem e um resumo dos meus passeios pela nova vizinhanï¿½a.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p><span id="more-197"></span><br />
<img src="images/stories/bedstuy/nr_bedstuy001.jpg" class="multithumb" alt="bedstuy1" title="Grafitti na Quincy St., Brooklyn, NY" align="left" border="0" height="553" hspace="5" vspace="5" width="820" /></p>
<p align="justify"> Acabei de mudar de casa. Do bairro <em>ï¿½coolï¿½</em> que morava, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Park_Slope,_Brooklyn" target="_blank"><em>Park Slope</em></a> , ao quase-ï¿½<em>ghetto</em>ï¿½ que me abrigarï¿½, <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bedford-Stuyvesant,_Brooklyn" target="_blank">Bedford-Stuyvesant</a></em>  (<em>Bed-Stuy</em> para os ï¿½ntimos), a van faï¿½a-vocï¿½-mesmo alugada leva <a href="http://maps.yahoo.com/broadband/#q2=quincy+st%2C+brooklyn%2C+ny&amp;q1=4th+ave%2C+brooklyn%2C+ny&amp;mvt=m&amp;trf=0&amp;lon=-73.959789&amp;lat=40.701919&amp;mag=5" target="_blank" title="Acompanhe no mapa">15 minutos</a> . Nos fundos do carro, o resumo de uma aventura que comeï¿½ou com apenas uma mochila. Dï¿½-lhe consumismo! ï¿½ desse jeito quando voltar ao Brasil vou ter que despachar as caixas por navio.Engraï¿½ado que quando conto meu novo destino a alguï¿½m por aqui, a reaï¿½ï¿½o mais freqï¿½ente ï¿½ de desconfianï¿½a. Como se sabe, o preconceito costuma estar nos olhos de quem olha ï¿½ distï¿½ncia mesmo.</p>
<p>Bom, mas vamos explicar um pouco do que se trata esse ï¿½bairroï¿½. Se olharmos o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Image:5_Boroughs_Labels_New_York_City_Map_Julius_Schorzman.png" target="_blank">mapa de Nova York</a> , Bed-Stuy fica ï¿½mais pro meioï¿½ do Brooklyn, enquanto as ï¿½reas mais nobres sï¿½o as que ficam mais prï¿½ximas a Manhattan.</p>
<p>Como o mercado imobiliï¿½rio de Nova York ï¿½ supervalorizado, todas essas ï¿½reas sï¿½o vï¿½timas hoje do que se chama <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gentrifica%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">gentrificaï¿½ï¿½o</a> . Hoje, a classe mï¿½dia de Manhattan, sem conseguir pagar os aluguï¿½is exorbitantes, foge para a periferia. Assim, Bed-Stuy e outros bairros comeï¿½am a ï¿½embranquecerï¿½ ï¿½ e a ficar mais caros.</p>
<p><img src="images/stories/bedstuy/nr_bedstuy003.jpg" class="multithumb" alt="bedstuy1" title="Exï¿½rcito da Salvaï¿½ï¿½o" align="left" border="0" height="553" hspace="5" vspace="5" width="820" /><br />
<img src="images/stories/bedstuy/nr_bedstuy005.jpg" class="multithumb" alt="bedstuy1" title="Exï¿½rcito da Salvaï¿½ï¿½o" align="top" border="0" height="553" hspace="5" vspace="5" width="820" /></p>
<p>Bed-Stuy ainda escapa um pouco ao processo, e acaba sendo marginalizada por esse motivo. Ah, outro motivo para o preconceito ï¿½ que essa ï¿½ a regiï¿½o com a maior concentraï¿½ï¿½o de negros no Brooklyn.</p>
<p>Pelo que pesquisei, foi ali que muitos deles, vindos do Sul dos EUA, encontraram morada durante a II Guerra Mundial, quando vieram para o Norte em busca de melhores condiï¿½ï¿½es de vida.</p>
<p>Histï¿½ria parecida com os retirantes nordestinos em Sï¿½o Paulo, certo? Portanto, fim igualmente parecido, guardadas as devidas proporï¿½ï¿½es. Sem encontrar trabalho devido ï¿½s exigï¿½ncias da cidade, o preto pobre do sul continuou pobre, e a regiï¿½o desvalorizou.</p>
<p>Estados Unidos, negros, pobreza, violï¿½ncia, pouca oportunidade&#8230; tudo isso traduzido em mï¿½sica aqui vira rap. Bed-Stuy ï¿½ berï¿½o de, entre outros, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jay-Z" target="_blank">Jay-Z</a> , <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Notorious_B.I.G." target="_blank">Notorious B.I.G.</a> , <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mos_Def" target="_blank">Mos Def</a>  e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chris_Rock" target="_blank">Chris Rock</a>  (ok, esse ï¿½ comediante). Tambï¿½m foi cenï¿½rio de vï¿½rios dos filmes de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Spike_Lee" target="_blank">Spike Lee</a> . Bom, quando se estï¿½ aqui todos esses nomes ficam muito mais familiares.</p>
<p>Em 2004, o comediante <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dave_Chappelle" target="_blank">Dave Chappelle</a>  organizou uma festa no bairro, chamando grandes nomes do hip hop. A festa virou o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0425598/" target="_blank">Dave Chappelleï¿½s Block Party</a> , e acabei de descobrir que moro a duas quadras do local (ver foto).</p>
<p>Bom, deu pra dar uma idï¿½ia, e daqui pra frente as fotos devem mostrar um pouco mais de tudo isso. Hoje dei um breve passeio pelas ruas daqui, e infelizmente o que menos encontrei foram pessoas. O que mais encontrei foi abandono. Veremos no que essa primeira impressï¿½o se confirma, e no que se transforma. Continua&#8230;</p>
<p><img src="images/stories/bedstuy/nr_bedstuy008.jpg" class="multithumb" alt="bedstuy1" title="Quincy St." align="left" border="0" height="553" hspace="5" vspace="5" width="820" /><br />
<img src="images/stories/bedstuy/nr_bedstuy002.jpg" class="multithumb" alt="bedstuy1" title="Fallen Angels - Casa que foi " align="top" border="0" height="820" hspace="5" vspace="5" width="553" /></p>
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