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	<title>NA RUA &#187; Jornalismo</title>
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	<description>paulo fehlauer, na terceira pessoa do plural.</description>
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		<title>será o fim?</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 02:19:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[lixo eletrônico]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Uma fábrica é uma máquina de produzir lixo. Todo produto que compramos já nasce lixo. A lógica em que vivemos é linear, não prevê o retorno do que consumimos à natureza. Estamos criando sobre a Terra uma camada de coisas mortas que durarão mais tempo do que nós mesmos.&#8221; Marcelo Braz. Em breve, aqui. ATUALIZAÇÃO: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/4053797581/" title="lixo eletrônico by Paulo Fehlauer, on Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3113/4053797581_e70834b021.jpg" width="500" height="334" alt="lixo eletrônico" /></a><br clear="all" /><br />&#8220;Uma fábrica é uma máquina de produzir lixo. Todo produto que compramos já nasce lixo. A lógica em que vivemos é linear, não prevê o retorno do que consumimos à natureza. Estamos criando sobre a Terra uma camada de coisas mortas que durarão mais tempo do que nós mesmos.&#8221;<br />
<a href="http://blogs.metareciclagem.org/mbraz/" target="_blank">Marcelo Braz</a>.</p>
<p>Em breve, <a href="http://pagina22.com.br/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>ATUALIZAÇÃO: Felipe Andueza, do coletivo Lixo Eletrônico, também esteve lá e contou a história <a href="http://www.lixoeletronico.org/blog/depositos-de-eletronicos-cemiterios-ou-centrais-de-orgaos" target="_blank">em seu blog</a>.</p>
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		<title>Por um novo jornalismo e um novo mundo</title>
		<link>http://narua.org/2008/11/02/por-um-novo-jornalismo-e-um-novo-mundo/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 20:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<description><![CDATA[isso de quererser exatamente aquiloque a gente éainda vainos levar além Paulo Leminski O texto acima, do xará Leminski, foi citado dia desses pelo amigo André Deak durante o planejamento do projeto publico.org.br, do qual tenho a honra de fazer parte, e desde então virou um mote. O primeiro &#8220;filho&#8221; desse coletivo acaba de mostrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://generalapp.newschallenge.org/SNC/ViewItem.aspx?pguid=4a4f8c6a-d2c2-4545-82db-c8ed4b415eba&amp;itemguid=bd071201-1c8d-4fa8-adf8-3a8d05918118"><img class="alignright" title="Publico.org" src="http://knight-content.communicationsmgr.com/pcsupload/27dea110-a755-4b90-a0c9-e8728f80a7a1_player.jpg" alt="" width="320" height="117" /></a><br clear="all" /></p>
<blockquote><p>isso de querer<br />ser exatamente aquilo<br />que a gente é<br />ainda vai<br />nos levar além<br />
<strong>Paulo Leminski</strong></p></blockquote>
<p></p>
<p>O texto acima, do xará Leminski, foi citado dia desses pelo amigo <a title="André Deak" href="http://www.andredeak.com.br" target="_blank">André Deak</a> durante o planejamento do projeto <a title="Publico" href="http://www.publico.org.br" target="_blank"><strong>publico.org.br</strong></a>, do qual tenho a honra de fazer parte, e desde então virou um mote.</p>
<p>O primeiro &#8220;filho&#8221; desse coletivo acaba de mostrar a cara. Inscrevemos o <strong>publico</strong> no <a title="Knight News Challenge" href="http://www.newschallenge.org/" target="_blank">News Challenge</a>, da americana <a title="Knight Foundation" href="http://knightfoundation.org/" target="_blank">Knight Foundation</a>. Anualmente, o News Challenge financia projetos do mundo todo que envolvam tecnologia, inovação e informação com foco na comunidade.</p>
<p>A explicação do que propomos com o PUBLICO vai na seqüência do post, mas, em resumo, trata-se de uma plataforma de produção e distribuição colaborativa de conteúdo, voltada para os problemas da comunidade e associada a ferramentas de valoração e recompensa baseadas nos princípios da Economia Solidária. Complicado? Leia a descrição em seguida, ou pergunte.</p>
<p>Esse post é um pedido de ajuda. Todos os projetos inscritos no News Challenge estão listados no site do prêmio, com ferramentas de comentário e avaliação. O financiamento não é baseado em popularidade, mas visibilidade sempre ajuda. Portanto, se interessar, peço que cliquem no link abaixo. Se interessar mais ainda, cadastrem-se e votem, comentem.</p>
<p><a title="Knight News Challenge" href="http://generalapp.newschallenge.org/SNC/ViewItem.aspx?pguid=4a4f8c6a-d2c2-4545-82db-c8ed4b415eba&amp;itemguid=bd071201-1c8d-4fa8-adf8-3a8d05918118" target="_blank">Clique aqui para ver o projeto</a>.</p>
<p>Acreditamos muito nesse projeto e na possibilidade de um jornalismo verdadeiramente cidadão, comprometido e, por que não, lúdico. Por isso o pedido.</p>
<p><strong>Leia a descrição detalhada do projeto apresentado ao News Challenge.</strong></p>
<p><span id="more-589"></span></p>
<p><strong>Descreva o seu projeto:</strong></p>
<p>Publico.org é uma experiência jornalística de protagonismo jovem na periferia de São Paulo.</p>
<p>O projeto consiste em uma plataforma de publicação de conteúdos distribuída que vincula o processo do newsmaking aos princípios da economia solidária, constituindo-se como uma rede social de produção de informação de interesse público articulando estudantes, profissionais, blogueiros e ativistas da sociedade civil organizada.</p>
<p>O objetivo principal é construir, por meio da participação dos integrantes da rede social, uma abordagem dos principais problemas da periferia de São Paulo a partir da visão de seus cidadãos, com foco explícito nas dinâmicas que tocam os indivíduos no cotidiano.</p>
<p>O processo de produção da notícia do Publico.org considera dois aspectos como primordiais: a) o acesso e uso de uma plataforma tecnológica de publicação de conteúdos; b) a quantificação e qualificação de bens informacionais para buscar formas diferenciadas de valoração e recompensa dos processos produtivos.</p>
<p>Editorialmente, o Publico.org buscará se concentrar em assuntos concretos e objetivos, que geram mobilização e necessitam de respostas práticas dos poderes públicos.</p>
<p>Para realizar seus objetivos, o Publico.org pretende agir em comunidades geográficas excluídas do mapa informacional brasileiro por meio de estímulos à produção de informação nessas comunidades (a partir da associação com ONGs e grupos sociais que já executam trabalhos de conscientização midiática nesses locais), mas também oferecendo um conjunto de informações (porque produzidas por esses atores) que tratem dos temas a partir da perspectiva desses cidadãos que no início do século 21 ainda vivem em situações de pobreza incompatíveis com o nível de desenvolvimento planetário.</p>
<p><strong>Como o seu projeto vai melhorar a forma como notícias e informações são levadas às comunidades?</strong></p>
<p>Centro financeiro do Brasil, São Paulo é um exemplo da concentração de propriedade na mídia brasileira. As regiões periféricas nunca tiveram veículos de grande inserção, muito embora tenham um histórico de trabalhos alternativos voltados para as questões da comunidade. Neste momento, dois processos precisam ser levados em consideração: a constituição de uma rede de rádios comunitárias, com outorga do Ministério das Comunicações, e a conformação de uma rede de lan-houses (centros pagos de acesso coletivo à internet) e projetos de inclusão digital, que são redações jornalísticas em potencial.</p>
<p>O Publico.org pretende promover a publicação de conteúdos pelos moradores da periferia paulistana, bem como construir uma mecânica replicável e sustentável para a produção de informação em pequenos grupos e comunidades articuladas e descentralizadas que venha a inverter a lógica atual da produção jornalística centrada nas grandes empresas de comunicação.</p>
<p>Para atingir o público excluído digitalmente, cujo acesso à rede mundial de computadores é inexistente ou restrito, o projeto vai estimular a distribuição dos conteúdos por meios de outras plataformas, como rádios comunitárias, jornais murais, rádios poste, entre outros sistemas alternativos, aproveitando a malha de informação já existente.</p>
<p><strong>Por que a sua idéia é inovadora?</strong></p>
<p>O projeto Publico.org tem como objetivo tecnológico construir um software de publicação de informação colaborativa, a partir de experiências livres já existentes, cujo diferencial será o módulo Moitará &#8211; troca de produtos realizada no Kuarup, festa indígena em homenagem aos mortos que ocorre no Parque do Xingu, na Amazônia &#8211; que associa ao processo de newsmaking os princípios da economia solidária. Isto é, que permite a materialização online de formas alternativas de valoração e recompensa dos processos produtivos que não apenas o monetário.</p>
<p>Esse modelo, que funciona com razoável sucesso na produção de bens tangíveis torna-se mais complexo quando o trazemos para a cena dos bens imateriais, sobretudo numa conjuntura de fim da escassez artificial. A proposta é construir uma plataforma inteligente que permita quantificar e qualificar esses bens através de mecanismos como mediação social, permitindo a identificação e atribuição de valor aos mesmos pela própria comunidade.</p>
<p>O Moitará  funciona como um &#8220;Quantificador da Dádiva&#8221; e será desenvolvido como parte de CMS de publicação de notícias para pequenas comunidades, mas também como uma interface modular e uma API pública que permita sua inclusão em outros sistemas de produção e distribuição de notícias. O sistema também permitirá a construção de uma rede de atores associados que irão desempenhar diferentes papéis na dinâmica da troca de bens e serviços entre os membros da rede.</p>
<p><strong>Que experiência você ou a sua organização têm para desenvolver o projeto com sucesso?</strong></p>
<p>Nossa organização é composta por profissionais de comunicação e mídias sociais que estão à frente de várias experiências de sucesso na mídia eletrônica brasileira. A força desse grupo reside na multiplicidade de expertises e capacidade de realização profissional já comprovadas em suas trajetórias pessoais.</p>
<p>O grupo:</p>
<ul>
<li><a title="Rodrigo Savazoni" href="http://savazoni.com.br/" target="_blank">Rodrigo Savazoni</a> (Editor de Novos Produtos na área de Conteúdo Digital de O Estado de S. Paulo e ex-Editor Chefe da agência pública de notícias Agência Brasil);</li>
<li><a title="André Deak" href="http://www.andredeak.com.br" target="_blank">André Deak</a> (Editor Multimídia da Agência Brasil e Coordenador de Comunicação da CPFL Cultura), Pedro Markun (Editor do Jornal de Debates e Consultor em Mídias Sociais);</li>
<li><a href="http://narua.org/">Paulo Fehlauer</a> (Criador do Coletivo Multimídia Garapa.org, que realiza trabalhos para a Folha de S. Paulo e MTV);</li>
<li><a title="Ceila Santos" href="http://midiasocial.wordpress.com/" target="_blank">Ceila Santos</a> (Coordenadora do NewsCamp e criadora da rede social Desabafo de Mãe);</li>
<li><a title="Carla Schwingel" href="http://ciberjornalismobr.blogspot.com/" target="_blank">Carla Schwingel</a> (PhD in Cyberjournalism – Federal University of the Bahia, especialista em desenvolvimento de plataformas web para a produção de jornalismo);</li>
<li>Francesco Cardi (experiência internacional em administração, consultoria e desenvolvimento).</li>
</ul>
<p></p>
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		<title>Quem são os &#8216;donos da mídia&#8217;</title>
		<link>http://narua.org/2008/10/11/quem-sao-os-donos-da-midia/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 02:01:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
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		<description><![CDATA[Entrou no ar essa semana o site do projeto Donos da Mídia, uma importante base de dados sobre os diversos grupos de mídia do Brasil, produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação, ligado ao Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). O site, ainda experimental, traz tabelas, gráficos, mapas, artigos, todos com sólida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_556" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://donosdamidia.com.br" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-556" title="Donos da mídia" src="http://narua.org/new/wp-content/uploads/2008/10/picture-1-500x370.jpg" alt="Página de abertura do projeto Donos da Mídia, do FNDC." width="500" height="370" /></a><p class="wp-caption-text">Página de abertura do projeto Donos da Mídia, do FNDC.</p></div>
<p>Entrou no ar essa semana o site do projeto <a title="Donos da Mídia" href="http://donosdamidia.com.br" target="_blank">Donos da Mídia</a>, uma importante base de dados sobre os diversos grupos de mídia do Brasil, produzido pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação, ligado ao <a title="FNDC" href="http://www.fndc.org.br/" target="_blank">Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação</a> (FNDC).</p>
<p>O site, ainda experimental, traz tabelas, gráficos, mapas, artigos, todos com sólida <a title="Donos da Mídia" href="http://donosdamidia.com.br/metodologia" target="_blank">base de pesquisa</a>, relacionando dados como tamanho das redes, número de veículos, sócios e regiões do país. Uma das seções mais importantes, a meu ver, é a que relaciona o <a title="Donos da Mídia" href="http://donosdamidia.com.br/levantamento/politicos" target="_blank">número de políticos</a> com participação em empresas de mídia. Alguns dados neste quesito, para exemplificar:</p>
<ul>
<li>O estado de Minas Gerais é campeão, com 38 políticos sócios e/ou dirigentes de veículos de mídia;</li>
<li>DEM, PSDB e PMDB têm, na soma, quase 55% dos políticos sócios de empresas de mídia.</li>
<li>O deputado federal <a title="Donos da Mídia" href="http://donosdamidia.com.br/pessoa/1704" target="_blank">Antônio Bulhões</a> (PMDB-SP) é o recordista em número de veículos.</li>
</ul>
<p>Do <a title="GJOL" href="http://gjol.blogspot.com/2008/10/donos-da-mdia-uma-bd-sobre-os-grupos-de.html" target="_blank">Blog do GJOL</a>:</p>
<blockquote><p>Ainda em fase de finalização, lista 7.275 veículos de comunicação, abrangendo rádios (inclusive as comunitárias), televisão aberta e por assinatura, revistas e jornais. Relaciona também as retransmissoras de televisão. No caso dos jornais, registra somente os de circulação diária ou semanal. Contudo, não cita as operações digitais ligadas aos respectivos grupos de comunicação. Segundo o <a href="http://www.donosdamidia.com.br/">Donos da Mídia</a>, o número de veículos de comunicação no país é de 8.532.</p></blockquote>
<p>O projeto não inclui os veículos da internet, opção explicada pela metodologia do site:</p>
<blockquote><p>O Brasil possui um número muito maior de veículos do que é apresentado aqui. O Projeto &#8220;Donos da Mídia&#8221; opta por identificar e analisar somente aqueles cujos conteúdos são distribuídos ao público diária ou semanalmente de forma massiva por pessoas jurídicas constituídas.</p></blockquote>
<p>Como defendeu o coordenador-geral do FNDC, Celso Schröder, também no Blog do GJOL, o site &#8220;poderá ser uma ferramenta poderosa a serviço dos que ambicionam democratizar a comunicação brasileira e do aperfeiçoamento das suas propostas de políticas públicas&#8221;.</p>
<p>Portanto, divulgado.</p>
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		<title>Hoje, eu no Roda Viva</title>
		<link>http://narua.org/2008/09/29/hoje-eu-no-roda-viva/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 16:44:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mas não no centro da roda, ainda não estou tão famoso. Participo hoje de uma iniciativa interessante na TV Cultura, a &#8220;transmissão experimental participativa&#8220;, que estreou na semana passada no site do Radar Cultura (também no blog do Radar). Basicamente, são algumas boas idéias aglutinadas em uma página. Em uma mesma tela, assista ao streaming [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.flickr.com/photos/30740400@N07/2880405935/"><img title="Roda Viva" src="http://farm4.static.flickr.com/3272/2880405935_3537d65059.jpg" alt="Roda Viva com Ilan Goldfajn" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: radarcultura</p></div>
<p>Mas não no centro da roda, ainda não estou tão famoso.</p>
<p>Participo hoje de uma iniciativa interessante na TV Cultura, a &#8220;<a title="Radar Cultura" href="http://www.radarcultura.com.br/rodaviva" target="_blank">transmissão experimental participativa</a>&#8220;, que estreou na semana passada no site do <a title="Radar Cultura" href="http://www.radarcultura.com.br/" target="_blank">Radar Cultura</a> (também no <a title="Radar Cultura" href="http://www.radarcultura.com.br/node/26023" target="_blank">blog do Radar</a>). Basicamente, são algumas boas idéias aglutinadas em uma página. Em uma mesma tela, assista ao streaming ao vivo do programa E dos bastidores (hoje ainda tem uma câmera plugada no Caruso). Além disso, discuta a entrevista no chat, e acompanhe a repercussão no <a title="Twitter Search" href="http://search.twitter.com/search?q=%23rodaviva" target="_blank">live feed do Twitter</a> (via <a title="Monitter" href="http://monitter.com/" target="_blank">Monitter</a>, plugin que já usei <a title="NARUA.org" href="http://narua.org/new/2008/09/11/live-blogging-seminario-cidadania-digital/" target="_blank">por aqui</a>).</p>
<p>Recentemente, participei do programa <a title="FS TV" href="http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2499" target="_blank">Fotosite TV</a>, no portal Terra. Me espantou a total inadequação do formato ao potencial da web. O que acontece lá é uma mera transposição do formato de TV tradicional à plataforma web, tendo como máxima interação a leitura de e-mails e chamadas telefônicas ao vivo. O vídeo da entrevista, aliás, ainda não está nem disponível no site do programa.</p>
<p>Mais recentemente ainda, participei de uma brincadeira bem interessante da americana Current.TV, o <a title="Current TV" href="http://current.com/topics/88834922_hack_the_debate" target="_blank">Hack The Debate</a>. Durante o debate entre os candidatos Barack Obama e John McCain, a emissora rolava na tela (tanto na web quanto na TV) os &#8216;twits&#8217; do público. Enquanto isso, a discussão rolava solta no <a title="Twitter" href="http://search.twitter.com/search?q=%23current" target="_blank">live feed</a>. Aliás, dia 02 de outubro tem mais, agora com os candidatos a vice.</p>
<p>Voltando ao Roda Viva, o que chama a atenção é que tudo isso foi feito com ferramentas gratuitas disponíveis na rede (<a title="Mogulus" href="http://mogulus.com/" target="_blank">Mogulus</a>, <a title="Cover it Live!" href="http://www.coveritlive.com/" target="_blank">Cover it Live</a>, <a title="Twitter" href="http://twitter.com" target="_blank">Twitter</a>, <a title="Flickr" href="http://flickr.com" target="_blank">Flickr</a>), todas de facílima operação.</p>
<p><a title="Tiago Dória" href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/09/23/tv-cultura-faz-1ª-transmissao-experimental-participativa/" target="_blank">Tiago Dória</a> comentou a primeira experiência em seu blog:</p>
<blockquote><p>O que mais chamou a atenção foi a câmera dos bastidores ligada todo o tempo. Mesmo após o encerramento da transmissão na TV, ela continuou funcionando, o desligamento do estúdio foi mostrado e foram feitas entrevistas com os <a href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2008/06/19/como-foi-participar-de-um-programa-que-mistura-tv-com-twitter/" target="_blank">usuários convidados</a> do Twitter, o entrevistado e a apresentadora do Roda Viva. Tipo de conteúdo que, de uma forma ou outra, não entraria na TV.</p>
<p>Mais uma vez, a <a href="http://www.tvcultura.com.br/" target="_blank">TV Cultura</a> aproveitou o ambiente de baixo risco e custo que a web proporciona para poder experimentar.</p></blockquote>
<p>Concordo. E hoje estarei lá, fotografando os bastidores. A entrevista é <a title="Radar Cultura" href="http://www.radarcultura.com.br/node/26211" target="_blank">com o ator Wagner Moura</a>. <a title="Roda Viva" href="http://www.radarcultura.com.br/rodaviva" target="_blank">Acompanhe e participe</a>.</p>
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		<title>Live-blogging: Seminário Cidadania Digital</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Sep 2008 16:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Participo hoje do seminário Cidadania Digital Latino-Americana: Desafios Globais em Comunicação, Política e Tecnologia, realizado pela Faculdade Cásper Líbero. Pretendo realizar minha primeira experiência de cobertura real time usando ferramentas como o Twitter, para texto, e o Qik, para vídeo, ambos na medida do possível, é claro. Confira abaixo a atualização em tempo real da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Participo hoje do seminário Cidadania Digital Latino-Americana: <strong>Desafios Globais em Comunicação, Política e Tecnologia</strong>, realizado pela Faculdade Cásper Líbero.</p>
<p>Pretendo realizar minha primeira experiência de cobertura real time usando ferramentas como o Twitter, para texto, e o Qik, para vídeo, ambos na medida do possível, é claro.</p>
<p>Confira abaixo a atualização em tempo real da cobertura via Twitter (baseada na <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23cidadaniadigital target="_blank">busca pela tag <strong>#cidadaniadigital</strong></a>). Quem quiser acompanhar a cobertura em vídeo, entre na <a href="http://qik.com/paulofeh" target="_blank">minha página do Qik</a> <em>[Update: infelizmente, por problemas técnicos, não poderei fazer a cobertura em vídeo.]</em></p>
<div class="monitter" id="tweets" title="cidadaniadigital"></div>
<p>Acompanhe o &#8216;live feed&#8217; completo <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23cidadaniadigital">aqui</a>.</p>
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		<title>No ar: Interactive Narratives 2.0</title>
		<link>http://narua.org/2008/07/07/no-ar-interactive-narratives-20/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 00:03:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando comecei a me interessar por toda essa onda multimídia no jornalismo, uma das minhas maiores referências era o site &#8220;Interactive Narratives&#8220;, que devo ter conhecido em alguma aula na faculdade. O IN é um portal de divulgação de produção jornalística multimídia e interativa, criado em 2003 por Andrew DeVigal, na época professor do Poynter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-387" href="http://narua.org/new/2008/07/07/no-ar-interactive-narratives-20/picture-4/"><img class="alignright size-medium wp-image-387" style="margin:0 0 6px 6px;" title="Interactive Narratives" src="http://narua.org/new/wp-content/uploads/2008/07/picture-4-300x237.jpg" alt="Interactive Narratives" width="300" height="237" /></a>Quando comecei a me interessar por toda essa onda multimídia no jornalismo, uma das minhas maiores referências era o site &#8220;<a title="Interactive Narratives" href="http://www.interactivenarratives.org/" target="_blank">Interactive Narratives</a>&#8220;, que devo ter conhecido em alguma aula na faculdade. O IN é um portal de divulgação de produção jornalística multimídia e interativa, criado em 2003 por <a title="Andrew DeVigal" href="http://andrew.devigal.com/" target="_blank">Andrew DeVigal</a>, na época professor do <a title="Poynter Institute" href="http://poynter.org/" target="_blank">Poynter Institute</a>.</p>
<p>Depois de algum tempo parado &#8211; Andrew foi contratado pelo NY Times &#8211; o site acaba de voltar à ativa, agora com apoio financeiro e operacional da <a title="Online News Association" href="www.journalists.org/" target="_blank">ONA &#8211; Online News Association</a>. Vale a pena ficar de olho, e também participar, já que o site aceita colaborações dos membros cadastrados.</p>
<p>Nas <a title="Interactive Narratives" href="http://www.interactivenarratives.org/punbb/viewtopic.php?id=9" target="_blank">palavras do próprio DeVigal</a> (tradução livre):</p>
<blockquote><p>Bem-vindos ao Interactive Narratives 2.0, um site desenhado para abrigar o melhor do jornalismo online e visual do país e do mundo. Diferente do site original, a submissão de conteúdo é aberta aos usuários cadastrados. Os membros também podem avaliar e comentar a produção publicada (&#8230;). Nosso objetivo é dar visibilidade ao conteúdo multimídia, histórias envolventes e design inovador, em um ambiente que incentive a interação, discussão e o aprendizado.</p></blockquote>
<p>Portanto, acompanhem.</p>
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		<title>Blogs, leitores, comunidade&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 07:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Copio aqui um trecho da entrevista que a estudante de jornalismo Tatiane Ribeiro, da ECA-USP, fez comigo recentemente para a disciplina de Jornalismo e Linguagem da escola, ministrada pela professora Rosana de Lima Soares. A entrevista teve como tema a relação entre um blog e os seus leitores. O texto completo está no wiki da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Copio aqui um trecho da entrevista que a estudante de jornalismo Tatiane Ribeiro, da ECA-USP, fez comigo recentemente para a disciplina de Jornalismo e Linguagem da escola, ministrada pela professora Rosana de Lima Soares. A entrevista teve como tema a relação entre um blog e os seus leitores. O texto completo está no <a href="http://www.jorwiki.usp.br/linnot07/index.php/Paulo_Fehlauer_-_blog_Na_Rua" target="_blank">wiki da disciplina</a>.</p>
<blockquote><p><strong>Tatiane Ribeiro</strong> &#8211; O seu blog teve um público-alvo inicial? Se sim, os visitantes corresponderam a essa delimitação?</p>
<p><strong>Paulo Fehlauer</strong> &#8211; Nunca pensei num público-alvo para o meu blog. Comecei ele muito despretensiosamente, para colocar minhas fotos e divagações no ar. Aconteceu que comecei a participar de uma certa &#8220;comunidade&#8221; de blogs fotográficos, e isso foi direcionando um pouco o meu &#8220;marketing pessoal&#8221;. Costumava comentar nos outros fotoblogs pra ver se conseguia uma resposta, ou mesmo um link. Fui conhecendo algumas pessoas, e me interessando cada vez mais pela fotografia e pelos blogs. Nós criamos até um blog coletivo para publicar fotos feitas em passeios fotográficos que organizávamos. Então o público meio que se auto-delimitou, mas nunca tive isso como meta, tinha mais interesse no contato com pessoas com interesses parecidos.</p>
<p><strong>TR</strong> &#8211; Os comentários feitos no seu blog tem algum tipo de moderação?</p>
<p><strong>PF</strong> &#8211; Só a posteriori, e ainda assim raramente, se for algo ofensivo, por exemplo. Não vejo motivo pra moderar comentários. Uma das coisas que acho mais interessantes na internet, e nos blogs, e que defendo, é a transparência nas relações entre autor e leitor. O que eu quero é que o debate aconteça, sem a hierarquização que existe na mídia tradicional, em que o autor (ou, em geral, a empresa) é o &#8220;dono&#8221; do conteúdo &#8211; você consome um produto do jeito que eu, o autor, o concebi. Na web essa fronteira é menos nítida, e isso é para mim o aspecto mais fantástico da internet. Se pudéssemos desierarquizar (sei lá se a palavra existe) as relações humanas na vida real, teríamos uma sociedade muito mais justa, penso eu.</p>
<p><strong>TR</strong> &#8211; Você acredita que as pessoas são mais sinceras, ou pelo menos mais diretas, nos comentários sobre seus textos do que os leitores que mandam cartas aos jornais?</p>
<p><strong>PF</strong> &#8211; Mais sinceras, talvez, mais diretas, com certeza. Acho que isso tem muito a ver com a instantaneidade do comentário, e também com aquela hierarquia que citei na resposta anterior. Mandar uma carta, ou e-mail, não garante a sua publicação. Já o comentário é instantâneo: escreveu, enviou, foi pro ar. Isso dá um poder muito maior para o leitor, e provavelmente vai fazê-lo voltar para checar se houve alguma resposta. Nesse instante, o debate foi criado e, pra mim, a função do conteúdo se cumpriu. Compare, por exemplo, as cartas publicadas pelos jornais aos comentários publicados nos sites desses mesmos jornais.</p>
<p><strong>TR</strong> &#8211; Você considera saudável a relação entre leitores e blogueiros hoje?</p>
<p><strong>PF</strong> &#8211; Pelas respostas anteriores, você pode deduzir que minha resposta é sim. O aspecto que acho mais interessante dos blogs são as micro-comunidades que se criam em torno deles, e as interseções entre essas comunidades. A primeira coisa que você faz quando cria o seu blog é divulgar para pessoas que você acha que vão se interessar. A partir da primeira resposta, você criou automaticamente a comunidade de leitores do seu blog. Ou seja, você não precisa mobilizar o mundo, como almeja a mídia de massa (apesar de existir esse potencial), mas um pequeno grupo de pessoas à sua volta, sejam elas seus amigos ou, melhor ainda, desconhecidos com interesses semelhantes. E é aí que essa relação entre o blogueiro e o leitor se mostra mais rica, porque é uma relação praticamente de igual pra igual. Já recebi diversas sugestões e críticas nos comentários do meu blog &#8211; acatei algumas, ignorei outras, mas o mais interessante é que de alguma forma essas pessoas se sentiram estimuladas a participar. Então acho muito saudável essa relação, e ela só tende a melhorar, à medida em que o público vai se habituando à lógica da internet.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.jorwiki.usp.br/linnot07/index.php/Paulo_Fehlauer_-_blog_Na_Rua" target="_blank">http://www.jorwiki.usp.br/linnot07/index.php/Paulo_Fehlauer_-_blog_Na_Rua</a></p>
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		<title>Um Mapa-Diário</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 05:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comecei uma brincadeira que não sei quanto tempo vai durar: um mapa-diário, ou, como o chamei, o &#8220;Diário de Um Fotógrafo&#8220;. A partir de hoje, vou mapear as pautas que desenvolvo, seja a trabalho, seja por prazer, seja pelos dois juntos. Como? Colocando pelo menos uma foto de cada pauta em um mapa do Google, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2008/04/mapa-capa1.jpg" alt="Marginal Tietê" /></p>
<p>Comecei uma brincadeira que não sei quanto tempo vai durar: um mapa-diário, ou, como o chamei, o &#8220;<a href="http://www.narua.org/new/diario">Diário de Um Fotógrafo</a>&#8220;. A partir de hoje, vou mapear as pautas que desenvolvo, seja a trabalho, seja por prazer, seja pelos dois juntos. Como? Colocando pelo menos uma foto de cada pauta em um mapa do Google, seguida de uma pequena descrição. Parece algo simples, e felizmente o é. Toda a tecnologia está por aí, disponível na internet, e de graça. E por que fazer isso? Explico.</p>
<p>Costumo dizer (e me repetir) que a vantagem do fotojornalista em relação ao repórter de texto é que não dá pra fazer fotografia por telefone, tem que ir à rua, ver o mundo. (Quase) todos os dias, percorro alguns quilômetros de asfalto paulistano em busca de histórias, sejam elas boas ou não, agradáveis ou bem desagradáveis. Achei que seria interessante visualizar essas andanças em um mapa. A idéia me surgiu quando imaginei o desenho que formariam todos os caminhos que percorro diariamente, onde se concentrariam essas linhas, e onde elas nunca passariam. Tenho algumas pré-conclusões, baseadas na experiência diária, mas pensei que esse mapa seria um bom jeito de traduzir essa percepção. Daqui a um tempo eu discuto as conclusões, ok?</p>
<p>Essa &#8220;brincadeira&#8221; também serve de laboratório para um projeto que estou desenvolvendo, sobre o qual também falarei por aqui em breve. Portanto, já sabem, vem coisa por aí. Enquanto isso, gostaria de receber comentários sobre essa experiência. Sei que é algo que está ligado a diversas iniciativas que já vi pela web, e nem tenho grandes pretensões com isso, mas é sempre bom conversar sobre os rumos dessa nossa profissão (e desse nosso mundo). Portanto, fiquem à vontade.</p>
<p>Link para o mapa: <a href="http://www.narua.org/new/diario">www.narua.org/new/diario</a>.</p>
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		<title>Pela Janela Do Carro</title>
		<link>http://narua.org/2008/02/29/pela-janela-do-carro/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 18:48:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<description><![CDATA[Percorrendo todos os dias as ruas da cidade atrás de notícias, muitas coisas passam pela janela do carro, enquadradas como no cinema &#8211; ou na fotografia. Ando com preguiça de publicar, o dia-a-dia tem tomado várias das 24 horas a que tenho direito diariamente. Seguem algumas das cenas que o reality show da vida real [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2008/03/post-capa.jpg" alt="Diadema" /></p>
<p>Percorrendo todos os dias as ruas da cidade atrás de notícias, muitas coisas passam pela janela do carro, enquadradas como no cinema &#8211; ou na fotografia.</p>
<p>Ando com preguiça de publicar, o dia-a-dia tem tomado várias das 24 horas a que tenho direito diariamente. Seguem algumas das cenas que o reality show da vida real tem me mostrado no intervalo não-comercial.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2309132350/" class="tt-flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3117/2309132350_50e9b6815e.jpg" alt="Abelhas" border="0" height="334" width="500" /></a></p>
<p>Av. 23 de Maio, hora do rush.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2308314663/" class="tt-flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3254/2308314663_1832a5fe82.jpg" alt="Amigos para sempre..." border="0" height="334" width="500" /></a></p>
<p>Essa está fora do roteiro, mas tinha que publicar: Festa de 30 anos de vida pública de Aldo Rebelo (PC do B)&#8230; Peraí, era PC do B ou PSDB? (da esquerda para a direita: Geraldo Alckmin, Aldo Rebelo, Rodrigo Maia,  Gilberto Kassab e Aécio Neves).</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2308298661/" class="tt-flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2045/2308298661_c194b186b6.jpg" alt="Contraste" border="0" height="214" width="500" /></a></p>
<p>O encontro da Av. Jornalista Roberto Marinho com a Ponte Octavio Frias de Oliveira.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2293168338/" class="tt-flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2284/2293168338_a9885a80bf.jpg" alt="Enchente" border="0" height="334" width="500" /></a></p>
<p>Homens empurram Kombi atolada no lamaçal causado pelas enchentes no bairro do Ipiranga, Zona Sul de São Paulo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2293163704/" class="tt-flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3066/2293163704_a7bebd7ec5.jpg" alt="DeficiÃªncia" border="0" height="334" width="500" /></a></p>
<p>A difícil vida dos deficientes físicos em São Paulo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2293162848/" class="tt-flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3261/2293162848_f8fe060932.jpg" alt="Diadema" border="0" height="334" width="500" /></a></p>
<p>Diadema &#8211; SP.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2292377637/" class="tt-flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2322/2292377637_90ae1dd38a.jpg" alt="Chuva" border="0" height="500" width="334" /></a></p>
<p>Já viram os motoboys se preparando para a chuva em São Paulo?</p>
<p>Mais em <a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife">www.flickr.com/photos/streetlife.</a></p>
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		<title>Diadema, Europa, Brasil, Parte II</title>
		<link>http://narua.org/2007/11/01/diadema-europa-brasil-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 17:32:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
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		<description><![CDATA[- Tira uma foto comigo?, pergunta o menino. - Claro, respondo, mas por quê? - Ah, você não é aquele piloto de Formula Um? - Não, é esse cara aqui do meu lado. Faz muito mais sentido, na cabeça dele, eu, branco e de olhos claros, ser o vice-campeão de Formula 1 Lewis Hamilton, do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2007/11/sp365-20071023-capa.jpg" alt="Lewis Hamilton" /></p>
<p><em>- Tira uma foto comigo?, pergunta o menino.<br />
- Claro, respondo, mas por quê?<br />
- Ah, você não é aquele piloto de Formula Um?<br />
- Não, é esse cara aqui do meu lado.<br />
</em><br />
Faz muito mais sentido, na cabeça dele, eu, branco e de olhos claros, ser o vice-campeão de Formula 1 Lewis Hamilton, do que aquele moleque tão franzino e preto como a maioria dos que o esperam ali.</p>
<p>Segundo dia, segunda parte da visita dos “gringos” ao <a href="http://carfwebnet.blogspot.com" target="_blank" title="ECBF">Espaço Cultural Beija-Flor</a>, em Diadema. Poderia intitulá-lo “O dia em que levei o piloto à favela”, mas isso daria muita importância ao visitante ilustre, o que acabaria ofuscando meu objetivo com esse texto.</p>
<p>Hora de enfim apresentar o Beija-Flor aos convidados, e colocá-los na roda, na banda, na sujeira. Como disse no texto anterior, o projeto tenta, com relativo sucesso, dar alguma oportunidade a crianças e adolescentes carentes da cidade de Diadema. Para muitos, é uma segunda casa, um lugar onde podem ser o que quiserem, artistas, esportistas, empreendedores, punk-break-dancers, ou mesmo apenas crianças.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/1731063001/" class="tt-flickr" style="padding: 5px 10px 5px 0px; float: left"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2320/1731063001_6e34f9517a_m.jpg" alt="Capoeira" border="0" height="160" width="240" /></a> Vamos passeando pelo lugar, imenso, colorido e cativante. Aulas de música, dança, capoeira, pintura; projetos de geração de renda, um estúdio de gravação, uma sala de informática, uma cozinha comunitária, tudo isso em uma paisagem, física e humana, estonteante.</p>
<p>O projeto hoje está em expansão, e para isso, em vez de contratar um grupo de especialistas, ou universitários conscientes, eles resolveram treinar <a href="http://asasdobeijaflor.blogspot.com/" target="_blank" title="ASAS do Beija-Flor">um grupo de 25 jovens</a> da comunidade, que vão em breve tomar conta de uma nova sede, que está sendo construída no Sítio Joaninha. Aliás, é fácil perceber que ali não há classe média compadecida, não há regras ditadas, mas uma troca constante de experiências. Em tempos de <a href="http://www.google.com.br/search?source=ig&amp;hl=pt-BR&amp;rlz=&amp;q=tropa+de+elite&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;meta=" target="_blank" title="Google Tropa de Elite">Tropa de Elite</a>, é algo para se pensar.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/1731923084/" class="tt-flickr" style="padding: 5px 10px 5px 0px; float: left"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2420/1731923084_e015888488_m.jpg" alt="Romeo &amp; Juliet" border="0" height="160" width="240" /></a> No meio do dia, um bate-papo coletivo, troca de curiosidades mútuas. “Como é a vida na Suíça?”, “Como é a escola de vocês?”, “Por que querem ajudar o nosso projeto?”. No final, uma apresentação especial, um Romeu e Julieta à brasileira, tal como o bife. Arroz, feijão, ovo, fritas, capoeira, break e forró, tudo bem misturado ao gosto nacional.<a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/1731065005/" class="tt-flickr" style="padding: 5px 0px 5px 10px; float: right"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2306/1731065005_0f08a3bc2b_m.jpg" alt="Meeting" border="0" height="160" width="240" /></a></p>
<p>Aos que, como eu, acostumados ao assistencialismo barato que é amplamente divulgado, mantêm um, ou os dois, pés atrás em relação a qualquer ode ao trabalho social, sugiro uma visita ao projeto. Ouça as histórias que Gregory tem a contar, ou melhor, ouça os próprios jovens, e forme a sua própria opinião. Confira também o trabalho de <a href="http://www.flickr.com/photos/beija-flor/4932194/in/set-124159/" target="_blank" title="Ordalina Candido Felipe">D. Ordalina</a>, cabeleireira e pintora. Talvez você não goste, talvez o retrato da favela nos seus quadros não corresponda à visão novelística/cinematográfica que temos dela.</p>
<p>D. Ordalina tinha um salão de beleza na favela. Gregory queria dar um novo ‘look’ aos então recém-adotados meninos de rua, quer dizer, filhos. Ordalina foi a única a aceitar a difícil tarefa de pôr as mãos em cabelos sujos, cheios de piolhos e outros parasitas. Antes de ser cabeleireira, ela pintava; hoje, faz os dois. Corta cabelos no pequeno salão que faz parte do projeto, e ensina as crianças a expressarem-se na tela.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/1731060979/" class="tt-flickr" style="padding: 5px 10px 5px 0px; float: left"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2114/1731060979_b845b2868e_m.jpg" alt="Batucada" border="0" height="160" width="240" /></a> A visita acaba em festa (junina, por sinal), e mais uma vez os mundos se dividem. Ficam para trás as crianças, a pobreza, a festa. A estrada volta a embranquecer, a paisagem volta a endurecer no concreto. Restam a saudade e as vagas promessas de reencontro.</p>
<p>Penso que ainda não há como imaginar um mundo igualitário, a distância é muito grande, o fosso muito profundo. Mas fico com a ingênua impressão de que, dada a realidade, algo significativo aconteceu nesses dois dias. Ninguém vai colocar o pobre no Hilton Hotel, nem o rico vai abrir mão do seu conforto, mas penso que a mudança possível e desejável passa por esse diálogo sincero e aberto não entre classes, mas entre pessoas, independente da camada social ou cultural em que estejam. O que acham?</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/1731068087/" class="tt-flickr" style="padding: 5px 0px 5px 10px; float: right"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2158/1731068087_4f7f800eea_m.jpg" alt="Lewis" border="0" height="160" width="240" /></a>Ah, faltou falar do piloto. Lewis caiu nas graças da galera, como podem ver pelas fotos. Aliás, tenho a impressão de que muitos ali não faziam idéia de quem ele era, mas meu pai falou que ele é importante então eu vou pedir um autógrafo. Tirando a óbvia tietagem em volta dele, Lewis era o menos gringo dos gringos, mas isso o menino lá do começo do texto já tinha percebido.</p>
<h3>Mais:</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.flickr.com/photos/beija-flor/" target="_blank" title="Flickr">Galeria do Beija-Flor no Flickr</a>;</li>
<li><a href="http://asasdobeijaflor.blogspot.com/" target="_blank" title="ASAS">Blog do grupo ASAS do Beija-Flor</a>;</li>
<li><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/sets/72157602671078324/" target="_blank" title="Flickr">Mais fotos minhas no Flickr</a>;</li>
</ul>
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