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	<title>NA RUA &#187; A Trabalho</title>
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	<description>paulo fehlauer, na terceira pessoa do plural.</description>
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		<title>Crônica de uma catástrofe ambiental &#8211; Making of 2</title>
		<link>http://narua.org/2009/03/27/cronica-de-uma-catastrofe-ambiental-making-of-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 01:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Trabalho]]></category>
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		<description><![CDATA[Inspirado pelo making of da reportagem multimídia &#8220;Crônica de uma catástrofe ambiental&#8221; feito pelo André Deak, resolvi abrir o baú e complementá-lo com as minhas percepções. Já assumo que muita coisa pode se repetir por aqui. Um dos aspectos que mais me empolga na web, e que já citei no post anterior, é a disponibilidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaforum.com.br/casoservatis/site/"><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2009/03/servatis.jpg" alt="Crônica de uma Catástrofe Ambiental" title="Crônica de uma Catástrofe Ambiental" width="504" height="331" class="alignnone size-full wp-image-743" /></a></p>
<p><br clear="all" />
<p>Inspirado pelo <em><a href="http://www.andredeak.com.br/2009/03/21/making-of-cronica-de-uma-catastrofe-ambiental/" target="_blank">making of</a></em> da reportagem multimídia &#8220;<a href="http://www.revistaforum.com.br/casoservatis/" target="_blank">Crônica de uma catástrofe ambiental</a>&#8221; feito pelo André Deak, resolvi abrir o baú e complementá-lo com as minhas percepções. Já assumo que muita coisa pode se repetir por aqui.</p>
<p>Um dos aspectos que mais me empolga na web, e que já citei no post anterior, é a disponibilidade de ferramentas gratuitas para desenvolver praticamente qualquer ideia ou formato que se tenha em mente. Essa &#8216;mixagem&#8217; de formatos e ligações foi o que norteou a montagem do site da reportagem que fizemos para a Revista Fórum.</p>
<p><strong>PRÉ-PRODUÇÃO</strong></p>
<p>Antes de irmos a campo, fizemos um breve esboço do que seria o site, quais conteúdos e formatos ele teria, e como esses conteúdos seriam arranjados. Pensamos inicialmente em uma divisão por formato &#8211; foto, vídeo, áudio, tudo separado. Percebam que isso está presente no site &#8211; há galerias de foto e vídeo, por exemplo, mas elas são itens secundários. A organização temática nos pareceu muito mais interessante, resultando em uma narrativa coerente, apesar da extensão e fragmentação do conteúdo.</p>
<p>Todo esse planejamento inicial foi essencial para o trabalho de campo. Havíamos definido que a cada personagem corresponderia um &#8220;post&#8221;, e isso implicou produzir fotos, áudio e vídeo para cada um dos envolvidos, tudo de forma complementar. Além disso, julgamos que seria interessante produzir um vídeo principal, que contasse a história inteira de forma resumida. Essa opção teve dois objetivos: primeiro, criar camadas complementares de informação. Ou seja, quem assistir a este vídeo terá um panorama geral da história e dos seus envolvidos, e pode optar ou não pelo aprofundamento trazido pelo site. O segundo objetivo foi o de distribuir o vídeo em diferentes veículos &#8211; seja no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8Ge4kF0BAHU" target="_blank">YouTube</a> ou na televisão (a TV Brasil deve transmitir o trabalho em breve), e assim divulgar mais amplamente o trabalho.</p>
<p><strong>PÓS-PRODUÇÃO</strong></p>
<p>Coletado todo o material (essa etapa está bem descrita pelo Deak em seu blog), chegou a hora de juntar e relacionar tudo. Tínhamos sempre em mente, como referência, o trabalho <a href="http://condition-critical.org/" target="_blank">Condition: Critical</a>, produzido pela <a href="www.mediastorm.com" target="_blank">MediaStorm</a> para a organização <a href="http://msf.org/" target="_blank">Médicos Sem Fronteiras</a> (até usamos a mesma nuvem de tags animada). O primeiro passo foi buscar na rede um tema de WordPress (gratuito, importante ressaltar) que pudesse ser adaptado às nossas necessidades sem grandes dificuldades. Depois de fuçar muito, encontrei o <a href="http://paddsolutions.com/magasin/dos/" target="_blank">Magasin Dos</a>, que pareceu interessante pela sua estrutura &#8211; com um post principal no topo e pequenos retângulos para cada post seguinte.</p>
<p>Escolhido o tema, começou o processo de customização. Desde o início, pensamos neste trabalho como uma releitura do clássico formato de grande reportagem. Bolamos, assim, depois de muita discussão, uma cara de revista para o site: um &#8220;abre&#8221; introdutório com título e foto grandes, linha fina e um vídeo curto que serviria de <em>teaser</em>. Entrando no site propriamente dito, temos o início da narrativa principal (o mesmo texto que foi publicado na revista impressa, fragmentado em posts e adicionado do conteúdo multimídia), o vídeo principal introdutório, e a abertura para os vários caminhos possíveis &#8211; história, personagens, formatos, tags&#8230; a partir daí, é com o leitor.</p>
<p>Depois da edição dos posts, só restava incluir os conteúdos multimídia e relacionar todas as peças com links e tags. Um detalhe técnico (talvez em grego para leigos) mas interessante para quem gosta do WordPress é que, dentro dos posts, todos os vídeos, fotos e o rodapé &#8220;<strong>Mais</strong>&#8221; são chamados via &#8220;<a href="http://codex.wordpress.org/Using_Custom_Fields" target="_blank">custom fields</a>&#8220;, com posicionamento e estilos definido em CSS, o que permite a padronização do layout e a flexibilização da edição de texto (quem não entender, pergunte, por favor).</p>
<p><strong>OPEN SOURCE</strong></p>
<p>Seguindo a proposta de disponibilização livre do conteúdo, cada vídeo de personagem foi editado minimamente, com poucos cortes e legendas intercaladas, que não obstruem o conteúdo gravado, permitindo assim a livre reedição. Nos e-mails que enviei para divulgar o trabalho, assumi que a reportagem &#8220;se aproxima&#8221; do conceito de Open Source, ou Código Aberto. É impossível ser 100% transparente, e é óbvio que fizemos escolhas nesse processo (excluímos duas entrevistas que julgamos desnecessárias, convertemos os vídeos para &#8220;caberem&#8221; na web etc.). Para ser 100% open source, talvez tivéssemos até que publicar todos os links por onde navegamos durante a pesquisa. O trabalho seria imenso (destaque para o papo com Rafael Evangelista nos <a href="http://www.andredeak.com.br/2009/03/21/making-of-cronica-de-uma-catastrofe-ambiental/#comments" target="_blank">comentários do blog do Deak</a>). Como o conceito é novo, damo-nos o privilégio da dúvida.</p>
<p><strong>O JORNALISTA MULTIMÍDIA</strong></p>
<p>É interessante pensar o que este trabalho representa para o jornalismo e para o trabalho do jornalista. Para realizar a reportagem, foram necessários apenas dois repórteres, mas ambos com interesses e habilidades muito específicos. Em um contexto ideal, profissionalizado, talvez fosse mais fácil, rápido e eficiente ter uma equipe maior dedicada à produção multimídia. Mas quem disse que precisa ser complexo?</p>
<p>A habilidade se traduz, em grande parte, em técnica. Web-design, programação, gravação e edição de áudio e vídeo, edição de imagens etc. Para isso, basta dominar ferramentas, e para ferramentas não há melhor professor do que a própria rede. Antes de tudo isso vem, no entanto, a disposição de pensar e fazer o jornalismo de forma mais fluida, menos estanque; de conhecer e buscar novas possibilidades, observar o mundo e a informação com olhos e mente abertos, sem se prender à forma. As opções estão no ar, na rede. A internet é o novo terreno da experimentação. Em resumo, é questão de vontade, talento, interesse, olhar (e nenhuma modéstia).</p>
<p><strong>EXTRA: Plugins utilizados</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://disqus.com" target="_blank">Disqus</a> (sistema de comentários);</li>
<li><a href="http://bluesome.net/post/2005/08/18/50/" target="_blank">Exec-PHP</a> (para utilização de código PHP em posts);</li>
<li><a href="http://wordpress.org/extend/plugins/wp-cumulus/" target="_blank">WP-Cumulus</a> (nuvem de tags animada);</li>
<li><a href="http://alexrabe.boelinger.com/wordpress-plugins/nextgen-gallery/" target="_blank">NextGen Gallery</a> (galeria de imagens);</li>
<li><a href="http://wordpress.org/extend/plugins/wp-pagenavi/" target="_blank">WP-PageNavi</a> (navegação interna).</li>
</ul>
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		<title>Jornalismo multimídia e open source</title>
		<link>http://narua.org/2009/03/22/jornalismo-multimidia-e-open-source/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 03:36:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxico]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Este blog ressurge das cinzas para divulgar um trabalho de reportagem que produzi junto com o André Deak e com a colaboração de Rodrigo Savazoni. &#8220;Crônica de uma catástrofe ambiental&#8221; conta a história de um trágico derramamento de agrotóxico no rio Pirapetinga, afluente do Paraíba do Sul, que matou toneladas de peixes e afetou milhões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaforum.com.br/casoservatis/"><img class="alignnone size-full wp-image-732" title="Crônica de uma catástrofe ambiental" src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2009/03/casoservatis.jpg" alt="Crônica de uma catástrofe ambiental" width="504" height="297" /></a></p>
<p>Este blog ressurge das cinzas para divulgar um trabalho de reportagem que produzi junto com o <a href="http://www.andredeak.com.br" target="_blank">André Deak</a> e com a colaboração de Rodrigo Savazoni.</p>
<p>&#8220;<a href="http://www.revistaforum.com.br/casoservatis/" target="_blank">Crônica de uma catástrofe ambiental</a>&#8221; conta a história de um trágico derramamento de agrotóxico no rio Pirapetinga, afluente do Paraíba do Sul, que matou toneladas de peixes e afetou milhões de pessoas em todo o estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>Para contar essa história, resolvemos utilizar de todos os recursos e formatos que tínhamos à mão, o que resultou no site-reportagem cuja primeira página pode ser vista na imagem acima. Trata-se de um cruzamento de texto, fotos, áudio, vídeo, mapas que só é possível na web. Quer mais? Exceto pelos softwares de edição de vídeo e imagem, todo o trabalho foi feito com ferramentas gratuitas disponíveis para quem quiser/souber mixá-las: <a href="http://www.wordpress.org/">WordPress</a> + plugins, <a href="http://blip.tv">Blip.tv</a>, <a href="http://umapper.com">Umapper</a>, entre outras.</p>
<p>Além de multi-formato, julgamos que seria interessante disponibilizar o &#8220;código&#8221; da reportagem para aqueles que quisessem reaproveitar o material. O conteúdo quase bruto &#8211; texto, áudio, foto e vídeo &#8211; está disponível para download, reedição e republicação por qualquer pessoa que queira fazê-lo. O jornalismo se aproxima, assim, do conceito de &#8220;open source&#8221;, ou código aberto, muito difundido no mundo da computação. Ao tornar mais transparentes os processos, acreditamos tornar também mais transparente &#8211; e questionável &#8211; a realidade. E, assim, crescemos.</p>
<p>O &#8220;<a href="http://www.andredeak.com.br/2009/03/21/making-of-cronica-de-uma-catastrofe-ambiental/" target="_blank">making of</a>&#8221; da reportagem ficou a cargo do Deak em seu blog, confira.</p>
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		<title>O poço é fundo e o buraco lá embaixo</title>
		<link>http://narua.org/2009/01/27/o-poco-e-fundo/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 01:26:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Trabalho]]></category>
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		<category><![CDATA[multimídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou no sul do estado do Rio de Janeiro, com o André Deak, viajando entre as cidades de Resende, Volta Redonda e Barra Mansa, em busca de informações sobre um vazamento do poderoso agrotóxico endosulfan, ocorrido em novembro de 2008. Do Global Voices: Em 18 de novembro, um vazamento do fatal pesticida endosulfan no Rio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: left; padding: 3px;">
<a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/3232983298/" title="photo sharing"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3433/3232983298_fab2e4998e.jpg" style="border: solid 2px #000000;" alt="" /></a></p>
</div>
<p>
Estou no sul do estado do Rio de Janeiro, com o <a href="http://andredeak.com.br" target="_blank">André Deak</a>, viajando entre as cidades de Resende, Volta Redonda e Barra Mansa, em busca de informações sobre um vazamento do poderoso agrotóxico <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Endosulfan" target="_blank">endosulfan</a>, ocorrido em novembro de 2008.</p>
<p>Do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/10/brasil-vazamento-de-pesticida-mata-80-ton-de-peixes-no-rj/" target="_blank">Global Voices</a>:</p>
<blockquote><p>Em 18 de novembro, um vazamento do fatal pesticida endosulfan no Rio Pirapetinga, um afluente do Rio Paraíba do Sul, matou milhares de peixes &#8211; mais de 80 toneladas &#8211; em Resende e outras cidades vizinhas. O incidente causou ainda a interrupção do fornecimento de água em sete cidades na área. A tragédia foi maior por ter acontecido durante a temporada de reprodução de muitas espécies, algumas das quais correm risco de extinção.</p></blockquote>
<p>O senhor da foto é o canoeiro Sérgio Coelho dos Santos, diretor da <a href="http://www.canoeirosbm.br21.com/" target="_blank">Associação dos Canoeiros Defensores da Natureza</a>, de Barra Mansa &#8211; RJ. Segundo ele, que ajudou a recolher os peixes mortos na ocasião, só em Barra Mansa foram recolhidos mais de 3 toneladas de peixes &#8211; de tilápias a dourados.</p>
<p>A empresa foi multada, recorreu, e o processo está andando. O problema maior em tudo isso é perceber, nos relatos dos moradores, que problemas como esse são quase corriqueiros. Muitas pessoas se surpreenderam com a mortandade dos peixes porque já julgavam o rio morto.</p>
<p>Não vou aqui entrar em detalhes sobre a história, porque são muitos. Todo o material coletado aqui vai fazer parte de uma reportagem-site multimídia, que será publicada em breve.</p>
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		<item>
		<title>Primeiro dia de aula: &#8220;Por que jornalismo?&#8221;</title>
		<link>http://narua.org/2008/10/08/primeiro-dia-de-aula-por-que-jornalismo/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 21:42:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Domingo de eleições, 5 de outubro de 2008. 18h: pautado pelo jornal, com a apuração recém-iniciada, chego ao portão da casa do candidato Geraldo Alckmin (PSDB), no Morumbi, onde um pequeno grupo de repórteres aguarda um aceno do já provável derrotado postulante. Não se sabe se Alckmin falará ali mesmo ou no local reservado pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://flickr.com/photos/streetlife/2924445501/"><img title="Na cola do Alckmin" src="http://farm4.static.flickr.com/3195/2924445501_8641f1a4f8.jpg" alt="O povo da imprensa aguarda a palavra final do candidato Geraldo Alckmin após a derrota nas eleições de 2008." width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">O &quot;pessoal da imprensa&quot; aguarda a palavra final do candidato Geraldo Alckmin após a derrota nas eleições de 2008.</p></div>
<p><strong>Domingo de eleições, 5 de outubro de 2008.</strong></p>
<p><strong>18h</strong>: pautado pelo jornal, com a apuração recém-iniciada, chego ao portão da casa do candidato Geraldo Alckmin (PSDB), no Morumbi, onde um pequeno grupo de repórteres aguarda um aceno do já provável derrotado postulante. Não se sabe se Alckmin falará ali mesmo ou no local reservado pelo seu comitê, na Liberdade.</p>
<p><strong>19h30</strong>: alguém sugere pizza.</p>
<p><strong>20h30</strong>: com a apuração paralisada, o antes pequeno grupo de repórteres já soma, numa conta assumidamente imprecisa, cerca de 50 pessoas. Nada de Alckmin. As crianças do prédio se divertem às custas dos jornalistas, com direito a um alarme falso que atiça os ânimos.</p>
<p><strong>21h05</strong>: o presidente do diretório municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, vem ao portão para conversar com os jornalistas. Repórteres de rádio e texto tomam a frente, para cólera generalizada do &#8220;pessoal da imagem&#8221; (fotógrafos e cinegrafistas), que tem o campo de visão prejudicado.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="intl_lang=en-us&amp;photo_secret=d52e2e101d&amp;photo_id=2924545299" /><param name="bgcolor" value="#000000" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/video/stewart.swf?v=60247" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/video/stewart.swf?v=60247" allowfullscreen="true" bgcolor="#000000" flashvars="intl_lang=en-us&amp;photo_secret=d52e2e101d&amp;photo_id=2924545299"></embed></object></p>
<p><strong>21h30</strong>: com os ânimos acalmados e a apuração já caminhando para o final, os profissionais da imprensa seguem postados em frente ao portão, agora minimamente organizados. Crianças seguem se divertindo, brincando, entre outras coisas, de abaixar as calças dos amiguinhos em frente às câmeras.</p>
<p><strong>22h</strong>: com a apuração já quase encerrada, vem a notícia: Alckmin dará uma coletiva ali mesmo no salão de festas do seu prédio. Para delírio do &#8220;pessoal da imagem&#8221;, somos nós os primeiros a entrar.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://flickr.com/photos/streetlife/2925295822/"><img title="Coletiva" src="http://farm4.static.flickr.com/3187/2925295822_30016f33b7.jpg" alt="Entrevista coletiva no salão de festas do edifício." width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Entrevista coletiva no salão de festas do edifício.</p></div>
<p><strong>22h16</strong>: com a derrota já selada pelas urnas, Alckmin chega para falar com os repórteres e é aplaudido pelos confrades.</p>
<p><strong>22h20</strong>: Alckmin termina o discurso.</p>
<p><strong>22h25</strong>: uma das crianças pergunta: &#8220;Mas já? Vocês esperaram todo esse tempo pra isso?&#8221; E, diante da minha concordância, &#8220;pelo menos vocês ganham bem, né?&#8221;</p>
<p>Por essas e outras, tem gente decretando o &#8216;fim do jornalismo&#8217;. Se for disso aí, é felizmente.</p>
<p>Mais fotos no meu <a title="Flickr" href="http://flickr.com/photos/streetlife/sets/72157604449095121/" target="_blank">Flickr</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eleições by Garapa na Folha Online</title>
		<link>http://narua.org/2008/09/18/eleicoes-by-garapa-na-folha-online/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 02:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como alguns sabem, faço parte da Garapa, um coletivo de produção jornalística multimídia e independente nascido no final de 2007. Pois bem, vejam só. Depois de várias tentativas frustradas, conseguimos, enfim, emplacar um trabalho multimídia em um grande veículo de imprensa, graças à confiança e ao esforço da editoria de fotografia do jornal. Sem champanhe [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como alguns sabem, faço parte da <a title="Garapa" href="http://www.garapa.org" target="_blank">Garapa</a>, um coletivo de produção jornalística multimídia e independente nascido no final de 2007.</p>
<div id="attachment_512" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2008/09/garapafol11.jpg"><img class="size-medium wp-image-512" title="Garapa na Folha Online" src="http://narua.org/new/wp-content/uploads/2008/09/garapafol11-500x254.jpg" alt="Chamada na capa da Folha Online de hoje." width="500" height="254" /></a><p class="wp-caption-text">Chamada na capa da Folha Online de hoje.</p></div>
<p>Pois bem, vejam só. Depois de várias tentativas frustradas, conseguimos, enfim, emplacar um trabalho multimídia em um grande veículo de imprensa, graças à confiança e ao esforço da editoria de fotografia do jornal. Sem champanhe ou fogos de artifício, mas pelo menos com chamada na home, <a title="Campanha no Ar" href="http://campanhanoar.folha.blog.uol.com.br/arch2008-09-14_2008-09-20.html#2008_09-18_20_39_08-132127539-0" target="_blank">estreamos na Folha Online</a> com uma série de peças que narram os bastidores das sabatinas realizadas pela Folha com os candidatos à Prefeitura de São Paulo.</p>
<div id="attachment_513" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2008/09/garapafol2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-513" title="Chamada no blog 'Campanha no Ar' de hoje." src="http://narua.org/new/wp-content/uploads/2008/09/garapafol2-150x150.jpg" alt="Chamada no blog 'Campanha no Ar' de hoje. " width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Chamada no blog </p></div>
<p>No momento em que escrevo esse post, já produzimos e publicamos as sabatinas de Paulo Maluf e Gilberto Kassab.</p>
<p>Infelizmente, o vídeo que fizemos da sabatina do Kassab foi publicado como um link para um arquivo <em>.wmv</em>, obrigando o leitor a fazer download antes de assistir. Em tempos de YouTube e compartilhamento online, considero um erro, que já sugeri que seja corrigido.</p>
<p>Vejam os vídeos no blog &#8220;Campanha no Ar&#8221;, da Folha Online:</p>
<p>Paulo Maluf:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Y2xyIec40Eg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Y2xyIec40Eg&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;color1=0x3a3a3a&amp;color2=0x999999" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://campanhanoar.folha.blog.uol.com.br/arch2008-09-14_2008-09-20.html#2008_09-18_20_39_08-132127539-0">Gilberto Kassab</a> (ainda não está no YouTube);</p>
<p>E, em breve, no <a title="Garapa" href="http://garapa.org/" target="_blank">novo site da Garapa</a>.</p>
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		<title>Das Incongruências Da Profissão</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 22:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[celebridades]]></category>
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		<category><![CDATA[Comentário]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
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		<description><![CDATA[* Da esquerda para a direita: Angelita Feijó, Adriane Galisteu, Fernanda Motta e Luiza Brunet.  Viram a foto acima? Ô lá em casa! Brincadeiras à parte, de vez em quando aparecem pautas como essa (vejam bem, P-A-U-T-A-S, ok? sem confusão, por favor&#8230;). Um professor dia desses perguntou se eu considero o paparazzi um fotojornalista. Sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2008/03/celebridades-capa.jpg" alt="Fasano" /></p>
<p><font size="2"><em>* Da esquerda para a direita: Angelita Feijó, Adriane Galisteu, Fernanda Motta e Luiza Brunet.</em> </font></p>
<p>Viram a foto acima? Ô lá em casa!</p>
<p>Brincadeiras à parte, de vez em quando aparecem pautas como essa (vejam bem, P-A-U-T-A-S, ok? sem confusão, por favor&#8230;). Um professor dia desses perguntou se eu considero o <em>paparazzi</em> um fotojornalista. Sem dúvida!, respondi. Talvez não seja a minha visão de fotojornalismo, mas está lá, é um registro da realidade. Continuei o papo contando um pouco da minha curta experiência, e das recentes aventuras (involuntárias, vale lembrar)  no mundo das celebridades. Pessoalmente, não suporto esse mundinho, tenho verdadeiro nojo dessa babação, dessa falsidade e hipocrisia. Porque é isso: não há um fio de cabelo sincero nesse mundo. Aí, enquanto hipocritamente deixo cair um canapé goela abaixo, penso em toda a merda que se passa a apenas alguns metros dali. Dias atrás, correndo atrás de pautas (de novo, pAutas, ok?) na Oscar Freire, vejo uma cena grotesca: uma mulher, moradora de rua, levanta a saia, abaixa um pano que se faz de calcinha, e despeja o barrão ali, na calçada, de frente para o mundo. Enquanto imploro para que o semáforo abra &#8211; o cheiro já impregnava o ambiente &#8211; ela calmamente levanta a calcinha, solta a saia e segue atrás de mais lixo para comer.  Não fotografei. Acho o dourado reluzente de cabelos e jóias mais chocante, mais repugnante, mais indignante (se é que a palavra existe) do que isso.</p>
<p>Puta merda! (agora sim, P-U-T-A, sem o &#8220;a&#8221; politicamente correto da outra)</p>
<p>Voltando ao assunto&#8230; mesmo odiando o tal mundinho, faço meu trabalho com prazer. Como costumo dizer, é no mínimo um exercício de antropologia. Não sei se já existe, mas algum pesquisador deveria observar o comportamento da &#8216;classe A&#8217;. Tenho certeza que daria um ótimo trabalho, e explicaria muita coisa sobre a nossa sociedade e o poço de lama em que afundamos. É um mundo que se retro-alimenta, que gira em torno de si próprio, sem nem dar gorjeta ao pobre coitado. E o povo ainda compra revista, se ilude com a vida alheia.</p>
<p>Enquanto isso, divirto-me com a futilidade alheia, e agradeço por todos os passos que tomei na vida e que me colocaram nessa posição.</p>
<p>Agora, o que eu realmente gostaria de perguntar pra uma das estátuas da foto é: você também caga?</p>
<p>Mais algumas fotos:</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2319293557/" class="tt-flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2355/2319293557_9da920c3ab_m.jpg" alt="Olha a napa!" border="0" height="160" width="240" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2320105824/" class="tt-flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2140/2320105824_47d4984eee_m.jpg" alt="Nham nham..." border="0" height="160" width="240" /></a><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2320104346/" class="tt-flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2226/2320104346_9f216dbe5b_m.jpg" alt="Loira-mor" border="0" height="160" width="240" /></a></p>
<p>Só pra constar, isso foi um jantar oferecido à estilista Carolina Herrera na Casa Fasano. Mais fotos no <a href="http://flickr.com/photos/streetlife/" target="_blank">Flickr</a>.</p>
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		<title>Zidane Na Favela</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 02:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[O ex-jogador de futebol Zinédine Zidane, ZZ ou Zizou para os íntimos, esteve ontem na favela de Heliópolis. Ele foi inaugurar uma quadra poliesportiva pra comunidade, patrocinada pela Adidas. Diz ele que foi como voltar à infância na periferia de Marselha, França &#8211; Zidane é filho de imigrantes argelinos. Outro ex-pobre que estaria no mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.fehlauer.com.br/narua/wp-content/uploads/2008/03/zidane-capa.jpg" alt="Zidane" /></p>
<p>O ex-jogador de futebol <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zin%C3%A9dine_Zidane" target="_blank">Zinédine Zidane</a>, ZZ ou Zizou para os íntimos, <a href="http://esporte.uol.com.br/album/080316zidane_album.jhtm?abrefoto=11" target="_blank">esteve ontem</a> na favela de Heliópolis. Ele foi inaugurar uma quadra poliesportiva pra comunidade, patrocinada pela Adidas.</p>
<p>Diz ele que foi como voltar à infância na periferia de Marselha, França &#8211; Zidane é filho de imigrantes argelinos. Outro ex-pobre que estaria no mesmo lugar e no mesmo dia, mas que frustrou as expectativas dos moradores (e as minhas), foi nosso presidente Luiz Inácio. Bem que suspeitei quando cheguei &#8211; ou não havia nenhum esquema especial de segurança, ou o esquema era tão especial que nem dava pra ver.</p>
<p>Mais do que o próprio Zidane, ou o Presidente, eventos como esse são interessantes pelas pessoas que estão ali com o objetivo único de aparecer, sejam eles políticos (em ano de eleição a favela fica cheia deles), ou anônimos. Sem nem querer, apareci no Fantástico. Pelo menos provei que estava trabalhando.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2339991113/" class="tt-flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2316/2339991113_e0918febcd_m.jpg" alt="Ano Eleitoral" border="0" height="160" width="240" /></a> Políticos, claro. Deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP).</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2340803466/" class="tt-flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3287/2340803466_ae73ec4c11_m.jpg" alt="Ano eleitoral dá nisso" border="0" height="160" width="240" /></a>  Mais políticos. Senador Aloízio Mercadante (PT-SP).</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2339970047/" class="tt-flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2180/2339970047_4255d4e279_m.jpg" alt="João Alexandrino" border="0" height="240" width="160" /></a> Só não é anônimo porque perguntei o nome: João Alexandrino. Disse que faz as suas embaixadinhas todos os dias, das 17h às 19h, perto do Museu do Ipiranga.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife/2340806826/" class="tt-flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3150/2340806826_da2495d4e9_m.jpg" alt="Inclusão" border="0" height="160" width="240" /></a> Todo mundo agora tem celular com câmera?</p>
<p>Vejam mais fotos no <a href="http://www.flickr.com/photos/streetlife" target="_blank">Flickr</a>.</p>
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