Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos
December 8th, 2008 | Publicado em dica
A palavra da moda, ultimamente, no mundo fotográfico, é o coletivo. No lugar de uma proposta estritamente comercial, que seria o foco de uma agência ou de um estúdio, o coletivo pressupõe uma opção pelo trabalho mais pessoal, autoral. Mais do que a grana, importa o desenvolvimento de idéias, olhares e projetos, a discussão como método de trabalho.
Não que o conceito seja algo novo. Fotoclubes e coletivos já existem há muito tempo. Mas o fenômeno recente tem muito a ver com a revolução que a fotografia digital e a internet provocaram no meio. Em um mundo altamente disperso e com uma imensidão de imagens sendo produzidas a cada segundo, o coletivo funciona como uma chancela, um carimbo que diz: “nós pensamos isso, essa é a nossa cara”.
Toda essa introdução foi pra falar do primeiro Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-americanos, que acontece essa semana na Galeria Olido, aqui em SP, e que reúne coletivos da América Latina, Espanha e Portugal. Nós, da Garapa, vamos fazer uma cobertura multimídia do evento em um blog feito para isso: http://garapa.org/coletivos.
Do site do encontro:
Os coletivos profissionais de fotógrafos são um dos fenômenos contemporâneos que vêm se desenvolvendo no mundo fotográfico internacional e que começam a surgir com força no contexto ibero-americano. A massificação da oferta de imagens e a saturação dos meios de difusão tradicionais apresentam aos autores a necessidade de gerar novos modelos de representação, capazes de destacar sua produção entre milhões. Os coletivos atuam tanto como agência (banco de imagens), quanto na plataforma comum diante de um mercado difícil, ou como mecanismo de criação conjunta, gerando interessantes sinergias e fóruns de discussão entre os membros de cada equipe.
Abaixo, a nossa primeira produção na cobertura do evento, que abre dia 10 de dezembro: uma entrevista com o curador do projeto, o espanhol Claudi Carreras.






