NA RUA
paulo fehlauer, na terceira pessoa do plural.


    Sobre Aids, clichês e o aprendizado

    December 1st, 2008  |  Publicado em Comentário  |  1 Comentário

    Sílvia Almeida no estúdio em que produz o programa de rádio Segunda Pessoa

    Sílvia Almeida no estúdio em que produz o programa de rádio Segunda Pessoa


    Não tenho muito a dizer sobre Aids. Até bem pouco tempo atrás, me defendia sob uma suposta consciência, a.k.a. ignorância. “Não conheço ninguém, uso camisinha (mas não sempre), e isso não me afeta”.

    Isso durou até que descobri por acaso a soropositividade de um amigo. Agora faço parte do clube dos “super-conscientes”, aqueles seres livres de preconceito porque “conhecem alguém” – é quase como falar que não discrimina gays ou pretos ou etecéteras porque “tem vários amigos e tal”.

    Não faço discurso, porque ao escolher as palavras reduziria a realidade a um conjunto de clichês.

    Só me manifesto por aqui para divulgar um trabalho que fizemos na Garapa e que me marcou bastante. Fomos convidados pela MTV a produzir algumas peças para o quadro MTV Pública sobre a Aids. Conversamos com pessoas na rua, a princípio não-portadores do vírus (ou “sorointerrogativos”, como nos disse a moça da foto, Sílvia Almeida), e com três pessoas soropositivas, que contaram as suas vidas de cara aberta.

    Também vou evitar colocar em muitas palavras o que eles disseram, para não cair em julgamentos ou simplificações. Os vídeos estão lá no site da Garapa. Por aqui, deixo uma amostra do que ouvimos:

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