Boletim Na Rua – no. 1
October 21st, 2007 | Publicado em Boletim | 4 Comentários

Buenas. Começo aqui um boletim que vai trazer, semanalmente, dicas de sites, livros, projetos e exposições comentados. Já aviso que não tenho relação comercial alguma com os trabalhos divulgados, e que não se trata de propaganda, apenas material de qualidade relacionado aos temas desse blog: fotografia, jornalismo, justiça social e internet. O boletim estará no ar todo domingo à noite, pronto para lhe garantir uma semana inspirada. Portanto, confira, comente, espalhe, dê sugestões. Quem quiser, pode receber o boletim por e-mail.
Segue a primeira edição:
- Uma série da TV pública americana PBS mostra a guerra pelo olhar dos fotógrafos. Não uma guerra, mas o estado de guerra em que nos encontramos; não um fotógrafo, mas o grupo de fundadores da Agência VII, criada logo após os atentados de 2001 por 7 dos maiores fotógrafos de guerra do mundo, sendo James Nachtwey o mais famoso deles. Interessante pela visão que eles trazem do front, e interessante pelo dinamismo criado a partir de fotos estáticas, entrevistas em vídeo e gravações in loco. Em 3 capítulos, e em inglês. Via Lightstalkers.
- O Eddie Adams Workshop é um dos cursos de “imersão” mais respeitados dos Estados Unidos, escolhendo a dedo seus participantes. Desde 2006, a organização seleciona alguns dos participantes para não apenas fotografar, mas gravar áudio e contar suas histórias em apresentações multimídia. As peças são produzidas em parceria com os fundadores da MediaStorm, uma empresa especializada no assunto que ganhou o Emmy deste ano por seu trabalho. As histórias são simples, humanas e sensacionais, e dão uma lição de fotografia e jornalismo integrados à internet. Em inglês. Via MediaStorm e André Deak.
- Leo Sakamoto e Agência Repórter Brasil. Desde que caí no jornalismo admiro o trabalho do Saka. Logo no começo da minha “carreira”, fui parar em um assentamento do MST por culpa dele, e aprendi muito. O Repórter Brasil é uma ONG dedicada ao combate ao trabalho escravo, e já virou referência no assunto. Exemplo de jornalismo bem feito, consciente e comprometido. Para manter a onda das dicas pontuais, aí vão dois textos que me chamaram a atenção nessa semana:
- Parauapebas: entre o céu e o inferno, da Agência Repórter Brasil.
- É uma tragada e a dor nas costas passa na hora, do Blog do Sakamoto.
- Essa é para provar que bom jornalismo multimídia também é feito em português. A Agência Brasil tem trabalhado bem a integração de meios na internet, e lançou esta semana um ótimo trabalho nessa linha, chamado Bon Bagay Haiti. O trio composto pelo repórter Aloísio Milani, o fotógrafo Marcello Casal Jr. e o cinegrafista Oswaldo Alves embarcou para Porto Príncipe, capital haitiana, e, além das pautas tradicionais, levaram a idéia de mostrar a realidade do bairro mais pobre da cidade, Cité Soleil, em uma peça que incluísse fotos, depoimentos em áudio e vídeo e música local. O resultado é um ótimo retrato de uma área esquecida pela mídia internacional, em um formato nem tão complicado de se fazer e de impacto imediato. Confira também o “making of” no blog do Aloísio, e mais informações sobre o trabalho no blog do André Deak.
- Você nunca viu dados e estatísticas apresentados assim, e prepare-se para enfim entendê-los. O professor sueco Hans Rosling diz que todos os dados estão por aí, disponíveis, e sobre praticamente todos os assuntos, mas ninguém tem acesso principalmente pela aridez das tabelas. Pensando nisso, ele criou um aplicativo que relaciona e apresenta os dados automaticamente, e de forma didática. Pra variar, o projeto já foi comprado pelo Google. Confira os links abaixo para ter uma idéia:
- Vídeo de apresentação do aplicativo, por Hans Rosling;
- Brinque você mesmo;
- Que tal aproveitar estes dados, recentemente liberados pela ONU?
- PORTFOLIO: uma das dicas semanais será sempre o trabalho de algum fotógrafo que tenha chamado a atenção durante a semana. A primeira é fácil, até um pouco óbvia, mas preciso colocar aqui o link para a Cia. de Foto. Foi o primeiro conjunto de imagens que fez meu queixo cair desde que voltei ao Brasil. Criada pelo fotógrafo João Kehl & Cia., o grupo segue uma tendência que tem obtido sucesso mundo afora, a do coletivo fotográfico. O coletivo vai além da agência, ele pressupõe uma afinidade e uma constante troca entre seus membros. Exemplos de coletivos internacionais: Metro Collective, americano, Oculi, australiano, e Tendance Floue, francês.
P.S.: 1. Sugestões também adicionadas ao meu del.icio.us, pra quem sabe o que isso significa. 2. Pretendo incluir, nas próximas edições, sugestões mais palpáveis, fora da internet. 3. Aguardo comentários, o famoso feedback.
Boa semana!






