Annie Leibovitz
November 3rd, 2006 | Publicado em Fotografia, NYC
Dia de encontrar a fotógrafa Annie Leibovitz , mais um sÃmbolo de Nova York. Para divulgar o novo livro e exposição – “Annie Leibovitz, A Photographer’s Life - 1990 – 2005” (A vida de uma fotógrafa), Annie convocou seu público para uma breve apresentação, além de uma noite de autógrafos. Depois de ter visto o livro, num relance extasiado, em uma livraria, e de ter se deleitado com a exposição, não poderia perder essa oportunidade.
Mais do que um imenso livro de fotografia, daqueles feitos pra se
deixar na mesa da sala e impressionar os visitantes, esse livro é
exatamente o que o tÃtulo diz: a vida de uma fotógrafa. Ela teve a
coragem de abrir a sua vida para o público – a amizade profunda com a
escritora Susan Sontag , a relação com a famÃlia e principalmente com a
mãe (na foto acima), o mundo glamoroso de Hollywood, as capas da revista Rolling Stone ,
onde ela teve todas as portas abertas, e as viagens nem sempre
prazerosas pelo mundo.
A obra é totalmene pessoal. Estão no livro fotos Ãntimas de sua
famÃlia, a luta de Susan e do próprio pai contra o câncer, a morte de
ambos, a alegria da maternidade. Estão também fotos das viagens que Annie fez a Sarajevo, por exemplo, na ocasião da guerra. Nesse momento, há uma passagem que me disse muita coisa (tradução livre): “Não sou uma jornalista. Um jornalista não toma partido, e eu não quero seguir a minha vida dessa forma. Eu tenho uma voz mais poderosa como uma fotógrafa se eu expressar um ponto de vista”. Confesso que fiquei em dúvida sobre as minhas intenções.
Quanto à exposição, sobram menos palavras ainda. Além de conter todas as fotos do livro ampliadas, a exposição incluiu dois murais cronológicos, simulando as paredes que Annie e seus editores usaram para editar as fotos. Ou seja, muito mais material pra se ver.
Resumindo. Vejo Annie como uma fotógrafa que, mesmo envolvida no mundo falso do entretenimento (leia-se Hollywood), soube sempre manter seu ponto de vista, sua visão sobre o mundo e, mais importante, sua simplicidade. Na fila da entrada da galeria, no dia da exposição, ela quase foi barrada. Sua cara era muito mais simples do que as faces (e cabelos) pomposas do povo “da arte” que a ouviria poucos minutos depois.
Ah, e claro. Saà de lá com o livro assinado.







