Dia da Independência II
July 5th, 2006 | Publicado em Uncategorized
O nosso 7 de setembro é o 4 de julho deles, e vice-versa. Os americanos comemoraram ontem 230 anos da declaração da independência e do nascimento dos Estados Unidos da América. Isso me lembra que, desde criança, quando estudava História do Brasil, e mais ainda em setembro, uma frase mágica vinha à minha cabeça: “independência de que?”. Hoje já cresci um pouco e até cansei de ouvir o clichê da tal (in)dependência do Brasil. Malefícios da idade: nossas idéias envelhecem conosco e ficamos chatos.
Portanto, vivendo agora em um país independente, mas não livre dos clichês, fui me juntar às comemorações, ou melhor, dar uma olhada em como eles celebram tão importante data. Em Nova York, só há duas coisas a se fazer nesse dia: assistir à competição de “quem come mais hot dog” ao meio-dia, e ver os fogos de artifício à noite. Quanto ao segundo, não há muita novidade, e ainda prefiro Copacabana no Ano Novo.
(Parênteses: não é sintomático que a nossa maior celebração pirotécnica seja na virada do ano, como que pra queimar os erros do passado pra repeti-los no ano que começa? Ok, pode não ter nada a ver…)
Voltando à América… fui checar a competição ao vivo, em Coney Island, uma mistura de Guarujá com parque de diversões assombrado do Scooby-doo (só vendo pra entender). Ano passado vi um repórter do Fantástico participar, e achei patético. Ao vivo, é um espetáculo, coisa na qual os conterrâneos aqui são especialistas. Aliás, lembrando sempre do tal do consumo, taí um evento que deixa ainda mais à mostra essa face.
A competição é realizada todos os anos, desde 1916, em frente à primeira loja da rede Nathan’s Famous, em Coney Island. Em resumo, enquanto os competidores se acabam de comer no palco, sob um sol de mais de 30 graus, o povão se acaba de comer na rua, e o cardápio é típico, ou seja, calórico. O campeão dos últimos 5 anos é um japonês de 70kg, que tem o recorde de 53 3/4 dogs.
Acabei saindo antes da competição propriamente dita. Depois de fazer parte da “cerimônia”, ou seja, comer um dos “Nathan’s Famous Hot Dogs” e beber uma limonada, achei que minha saúde já estava alterada o suficiente e fui embora. Mais uma vez, prefiro ser brasileiro.
P.S.: O japonês ganhou de novo.






