NA RUA
paulo fehlauer, na terceira pessoa do plural.


    Templo do choro

    June 30th, 2005  |  Publicado em Uncategorized

    Todo sábado, o choro pede passagem num ritual que se repete religiosamente (e há mais significado nessa palavra do que apenas a freqüência). Nada de lágrimas ou lamentações, apenas música e um…

    Todo sábado, o choro pede passagem num ritual que se repete religiosamente (e há mais significado nessa palavra do que apenas a freqüência). Nada de lágrimas ou lamentações, apenas música e um olhar de reverência.

    O local: centro de São Paulo, Boca do Lixo. O cenário: uma sala nos fundos de uma loja de instrumentos, bancos de madeira compridos e paralelos, como numa igreja. No “altar”, os protagonistas: se somarmos as idades de todos, lá se vão alguns séculos. A oração, um lamento cadenciado, que chora amores conquistados e, mais ainda, perdidos. E os fiéis, em coro suave, cantam o refrão: “chora, cavaquinho, chora…”

    Choro na Contemporânea
    Sábados – das 10h às 15h
    Rua General Osório, 46 – Sta. Ifigênia – Centro
    São Paulo – SP

    Choro na Contemporânea, Centro de São Paulo, 18.06.2005, negativo Tri-X 400
    Choro na Contemporânea, Centro de São Paulo, 18.06.2005, negativo Tri-X 400

    Choro na Contemporânea, Centro de São Paulo, 18.06.2005, negativo Tri-X 400
    Choro na Contemporânea, Centro de São Paulo, 18.06.2005, negativo Tri-X 400

    Choro na Contemporânea, Centro de São Paulo, 18.06.2005, negativo Tri-X 400
    Choro na Contemporânea, Centro de São Paulo, 18.06.2005, negativo Tri-X 400

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